Os moradores que passavam correram para observar a cena.
No entanto, ninguém estava disposto a intervir para ajudá-la.
— Essa mulher teve o que mereceu, foi longe demais! Dez anos, e a criança nem era dele; criou o filho de outro por uma década em vão, que pecado!
— Se fosse eu, acho que teria tirado a vida dela. Uma surra é pouco.
— Bem feito, esse tipo de mulher merece uma lição; o marido trabalhando duro fora, e no fim ele perdeu o dinheiro e a dignidade, coitado!
...
Com tantas pessoas assistindo friamente, parecia que todos estavam familiarizados com os assuntos daquela família.
— Helena, vamos embora, não devemos nos envolver nisso. — Disse Daniel para Helena.
— Está bem.
Enquanto falavam, eles seguiram em frente.
Aquela mulher havia maltratado Daniel no passado, e acabar assim poderia ser considerado sua retribuição.
O marido dela não a deixaria impune.
Eles também não queriam agir, para não sujarem as próprias mãos.
— Daniel, você acha que existe mesmo a lei do retorno neste mundo? — Perguntou Helena de repente.
— Eu não sei.
— Talvez exista; veja, aquela mulher está recebendo sua punição agora. Fique tranquilo, aqueles que te machucaram cedo ou tarde pagarão por seus atos. — Consolou Helena.
Daniel sorriu levemente.
— Sim, Helena tem razão.
— Olhe, ali na frente é a nossa antiga casa!
Helena apontou para a casa adiante.
Depois que a família se mudou, a casa ficou vazia.
A hera ao lado crescera desenfreadamente, cobrindo todas as paredes.
As cadeiras na varanda estavam cobertas de poeira.


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