— Vamos! — Iran Alves segurou a mão de Tereza e saíram dali.
Tereza ainda não tinha processado que tudo já havia acabado.
Ao saírem do spa, Iran Alves segurava o braço com uma das mãos, mas o sangue continuava jorrando.
— Iran Alves, o seu braço... Vou te levar para o hospital agora! — Disse Tereza, preocupada.
Os dois pegaram um táxi rapidamente e foram para o hospital mais próximo.
O médico estancou o sangue. Iran Alves tirou a camisa.
Tereza olhava para as costas dele, sentindo uma inquietação no coração.
Havia muitas cicatrizes em suas costas; parecia que ele brigava com frequência.
Embora antigamente ela o desprezasse por ser um delinquente, naquele momento, ele parecia realmente bonito e imponente.
E o ferimento grave no braço dele foi para protegê-la; caso contrário, quem estaria ferida agora seria ela.
Tereza saiu silenciosamente e foi comprar uma camisa para Iran Alves.
Quando voltou, o médico já havia terminado o curativo.
— Onde você foi? — Perguntou Iran Alves, erguendo a cabeça.
— Fui comprar uma roupa para você. A sua estava encharcada de sangue.
Tereza tirou a roupa da sacola e o ajudou a vestir pessoalmente.
Ao olhar de perto a pele de Iran Alves, ela percebeu que, apesar de algumas cicatrizes antigas,
a pele dele era muito bonita!
Não era aquele bronzeado escuro, mas um tom mais claro.
Os músculos do corpo eram bem definidos. Não era isso que chamavam de homem sarado?
Normalmente, quando ele estava vestido, não dava para notar muito; o corpo de Iran Alves não parecia volumoso.
Mas, sem camisa, ele era surpreendentemente forte!
— O que você está olhando? Espiando meu corpo? — Perguntou Iran Alves.
Tereza não esperava que suas intenções tivessem sido lidas tão claramente por Iran Alves.
O motivo pelo qual ela ousou xingar Diego Souza foi porque estava apostando que Iran Alves poderia aparecer.
— Na verdade, você não precisava ter vindo. Ele tinha tanta gente, e se você morresse?
— O Sr. Freitas mandou eu te proteger. Mesmo que eu morra, tenho que te proteger, sua bobinha! — Iran Alves sorriu.
Tereza: — ...
De repente, ela entendeu a intenção do pai.
O motivo de ter colocado Iran Alves ao lado dela era realmente para protegê-la.
— Ah, tem mais uma coisa. Suspeito que o Diego Souza estava mirando em você de propósito. — Disse Iran Alves.
— De propósito?
— Sim. Geralmente, você é apenas uma pequena vendedora. Mesmo que ele não quisesse fechar negócio, não haveria necessidade de enviar tanta gente para te intimidar. A única explicação plausível é que alguém mandou Diego Souza te atacar intencionalmente.
— Entendi! Se não foi o segundo tio, foi o terceiro! O mais provável é que seja o segundo tio! Da última vez, por causa do refeitório, eu demiti dois subordinados dele, então ele deve ter guardado rancor. — Tereza se lembrou de repente.

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