Eu pedi para ela levar o celular e manter a ligação comigo enquanto estivesse lá fora.
Pouco tempo depois, ela voltou para casa.
A pequena entrou com o rosto completamente vermelho por causa do frio, segurando o remédio com força nas mãos e exclamou:
— Viu só? Eu sou incrível, não sou?
Meu nariz ficou levemente trêmulo, e meus olhos marejaram. Sorri com orgulho e assenti:
— Sim, você foi incrível!
Ela pareceu se encher de coragem com meu elogio e disse animada:
— Espera aí, eu vou pegar água para você.
Sem esperar resposta, ela correu até o bebedouro e voltou com um copo de água morna para mim.
Enquanto ela me entregava o copo e o remédio, senti meus olhos ficarem quentes de novo.
Antes, eu costumava achar que essa menina era mimada e difícil, mas depois que saiu da família Moretti e ninguém mais a paparicava, percebi que, no fundo, ela entendia tudo.
— Obrigada. — Agradeci com a voz um pouco embargada.
Ela desviou o olhar, meio envergonhada, e respondeu:
— Ah, não tem nada a ver. Foi só comprar um remédio, nem é tão difícil assim.
Eu tomei o remédio, e, à tarde, minha febre começou a ceder aos poucos.
Laís, naquele dia, estava especialmente comportada. Ela ficou sentada ao meu lado lendo um livro de contos de fadas.
De vez em quando, ela colocava o livro de lado, estendia a mãozinha para tocar minha testa e franzia o cenho:
— Agora sua cabeça está geladinha. Isso quer dizer que a febre já passou, né?
Eu ri, achando graça na seriedade dela:
— Você nem sabe como checar direito. Por que fica tocando o tempo todo?
Ela, no entanto, respondeu com toda a seriedade do mundo:
— Quando eu ficava doente, meu pai fazia isso. Ele dizia que assim eu melhorava mais rápido.
Eu olhei para ela com carinho e disse:
— Desculpa por hoje. Você passou o dia inteiro comendo bolo e outras besteiras. Só te dei comida ruim.
Laís balançou a cabeça, piscando os olhos grandes e brilhantes, e respondeu:
— Eu gosto de bolo. Mas você não comeu nada o dia todo. Não está com fome?
— Minha querida, eu também estava com saudade. Vim direto do aeroporto para cá. Você tem se comportado?
— Claro que sim! Eu sempre sou muito obediente. Mas… Ela ficou doente… — A voz de Laís foi diminuindo aos poucos, como se ela sentisse culpa.
Eu franzi a testa automaticamente. Só de ouvir o nome “Augusto”, já sentia uma repulsa física.
Pouco depois, Augusto entrou na sala carregando Laís nos braços.
— O que aconteceu com você? — Ele perguntou, com a preocupação claramente estampada no rosto.
Laís escorregou dos braços dele e explicou:
— Ela está com febre! Parece que está muito mal.
Augusto se inclinou e estendeu a mão, tentando tocar minha testa.
Instintivamente, virei o rosto para evitar o toque dele. Minha voz saiu fria e rouca:
— Não precisa se preocupar comigo. Se você veio buscar a Laís, pode levá-la agora mesmo.
A mão dele ficou paralisada no ar. Por um momento, ele pareceu hesitar, mas logo insistiu, estendendo a mão novamente, determinado a checar minha temperatura.
Quando os dedos dele tocaram minha pele, a expressão em seu rosto ficou ainda mais tensa.
— Você está queimando de febre. Escuta, você é minha esposa. Acha que vou simplesmente te deixar assim e ir embora? Que tipo de homem eu seria?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...