Sob a ameaça de Augusto, Fabiana não ousou falar mais nada.
Embora, no fundo, ela quisesse muito aproveitar o fato de o filho ter reassumido a presidência do Grupo Moretti para aparecer em público, deslumbrante, no dia seguinte.
Só que, naquele momento, Augusto parecia tratá‑la como uma vergonha pessoal, a ponto de nem permitir que ela mostrasse o rosto diante da imprensa.
Inconformada, Fabiana puxou outro assunto.
— Já faz muito tempo que a Laís não volta. A Débora é mandona demais. Se continuar desse jeito, será que ela não vai acabar impedindo até que a menina reconheça o próprio pai?
Um brilho calculista passou pelos olhos dela, e Fabiana continuou olhando para Augusto:
— Agora que aquelas duas vagabundas, a Mônica e a Alice, já mostraram quem elas realmente são, a nossa família Moretti está completamente limpa. Por que você não traz a Laís de volta? E se, com o tempo, a Débora envenenar tanto a cabeça dela a ponto de ela não reconhecer mais você como pai? O que você vai fazer?
Augusto respondeu, evidentemente contrariado:
— A Débora não vai educar a Laís desse jeito. Eu sei muito bem o que a senhora está pensando. Mas, se os problemas entre os adultos começarem a respingar na minha filha, eu não vou aceitar. Ficou claro?
O olhar de Fabiana vacilou por um segundo; ela se sentiu exposta e acabou fechando a boca, contrariada.
Por que o filho dela estava ali, sozinho, enquanto a Débora parecia viver cada vez melhor e ainda levara a criança com ela? Aquilo soava absurdo e injusto demais.
Augusto, já sem nenhuma paciência para ouvir os lamentos da mãe, decidiu encerrar a visita:
— Eu vou mandar o motorista levar a senhora de volta. Amanhã a senhora fica em casa. Não sai para lugar nenhum.
…
Na manhã seguinte, às dez horas em ponto, na sala de conferências da sede do Grupo Moretti, dezenas de jornalistas já estavam posicionados, e o clarão dos flashes se alternava sem descanso.
Augusto, de terno sob medida, permanecia ereto no palco. Mesmo com a frieza habitual estampada nos traços, era impossível não notar, no modo como ele se portava, o orgulho de quem tinha acabado de reconquistar o poder.
Ele tinha acabado de fazer o discurso de posse e, ao pegar o microfone que o mestre de cerimônias lhe estendia, começou a responder às perguntas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...