Eu balancei a cabeça, sem saber o que fazer, e puxei o cobertor para cobri-la novamente.
Embora estar com ela agora fosse muito diferente da emoção que senti quando a encontrei pela primeira vez, talvez por causa do vínculo entre mãe e filha, olhar para ela dormindo tão tranquila fazia meu coração se encher de ternura.
...
No dia seguinte, fui buscar Laís na escola. Assim que entrou no carro, ela me contou:
— O pai da Rafaela pediu licença para ela. Eu queria pedir desculpas, mas parece que ela não vai voltar nos próximos dias.
Eu imaginei que Lorenzo, depois de tanto tempo longe, aproveitaria para passar alguns dias de qualidade com a filha.
— Acho que o pai dela a levou para passear. — Expliquei enquanto dirigia.
Laís perguntou em um tom baixo:
— E quando ela acabar de passear, ela vai voltar para a escola?
Eu sorri e respondi:
— Por quê? Você está com saudades?
— Claro que não! — Ela rebateu, sem admitir. — Você não disse que a gente tem que ser grato? Quero pedir desculpas para ela pessoalmente e também agradecer. Só isso.
Os dias passaram rapidamente e, quando percebi, já era o início das férias de inverno da Laís.
Eu tinha passado as últimas noites acordada, tentando terminar um prazo de escrita, e, para completar, acabei pegando um resfriado por causa do frio da madrugada.
Quando acordei naquela manhã, sentia todo o corpo quente e pesado. Ao medir a temperatura, vi que estava com 39 graus de febre.
Lá fora, a neve continuava caindo, formando uma camada espessa no chão. Até os serviços de entrega tinham sido suspensos.
Eu estava deitada na cama, sem forças sequer para levantar o braço.
Ao olhar para o lado, vi Laís com os olhos brilhando, claramente com fome e esperando por mim. Com a voz fraca, disse:
— Vai até o armário de lanches e pega alguma coisa para comer. Hoje... Eu realmente não tenho energia para cozinhar.
Laís assentiu com a cabeça, virou-se e foi pegar um pedaço de bolo e alguns petiscos.
No entanto, ela não abriu os lanches imediatamente. Em vez disso, voltou para o meu lado, franzindo a testa de preocupação:
— E você? O que vai comer? Meu pai sempre dizia que quando a gente está doente, tem que tomar remédio. Por que você não toma?
Eu suspirei, sentindo a garganta seca, e expliquei:
— Tem uma farmácia ali no portão do condomínio. Você consegue ir até lá e comprar um remédio para mim?
Laís, que sempre tinha sido mimada e acostumada a ter tudo feito por ela quando vivia com a família Moretti, não parecia pronta para algo assim. Até pouco tempo atrás, ela mal sabia vestir a própria roupa. Então, eu não esperava muito.
Para minha surpresa, ela assentiu rapidamente e disse:
— Me dá o dinheiro e escreve o nome do remédio.
Eu ainda estava desconfiada, então perguntei:
— Você sabe voltar para casa sozinha?
— Claro que sei! — Ela respondeu com confiança. — Todos os dias você me leva para a escola, e sempre passamos pela farmácia. Eu lembro muito bem.
Escrevi o nome do remédio em um pedaço de papel, entreguei a ela junto com o dinheiro e a lembrei várias vezes:
— Compre o remédio e volte direto para casa. Não atravesse a rua e só vá até a farmácia aqui no condomínio, entendeu?
— Já entendi!
Ela respondeu com um tom impaciente, mas guardou o papel cuidadosamente no bolso do casaco de inverno.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...