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Depois da Ruptura: O Bilionário em Desespero romance Capítulo 223

— Sem pai? Não esperava que Sérgio tivesse uma história de vida tão triste.

Não era de se admirar. Já o tinha visto três vezes, e em nenhuma delas havia notado um parente ao seu lado, exceto aquela tia misteriosa, cuja voz era ouvida, mas que nunca aparecia pessoalmente.

Se ele tivesse filhos, Kelly com certeza faria questão de levá-los por aí 24 horas por dia, os exibindo para suas amigas ricas.

O que ela estava pensando? Ele nem sequer conseguiu manter ao seu lado a mulher que mais amava, perdida tragicamente no terremoto. Nesta vida, ele provavelmente nunca teria filhos.

Com esses pensamentos na cabeça, ela olhou para Sérgio com ainda mais compaixão.

Depois de almoçar calmamente, embora quisesse levar Sérgio consigo, temia que a família dele se preocupasse. Assim, após obter o consentimento do menino, ligou para a tia dele.

Os homens de preto procuraram por Sérgio dentro e fora da mansão, mas não o encontraram. Letícia se perguntava para onde ele poderia ter ido, quando, de repente, o toque de seu celular a assustou.

O número que apareceu na tela fez Letícia levar um susto tão grande que quase deixou o celular cair.

Frâncio se aproximou.

— Vai atender ou não? Por que esse susto todo? — Disse ele, antes de virar a cabeça para Aarão. — Aarão, aproveita e usa o que aprendeu hoje de manhã. Vai lá no computador e localiza o Sérgio.

Desde o segundo aniversário de Aarão e Sérgio, Frâncio havia instalado um dispositivo de rastreamento GPS especial nos relógios telefônicos de ambos. Mesmo sem bateria, era possível localizar os dois, além de escutar suas conversas, se necessário.

— Entendido, tio. — Aarão respondeu obediente, pulando da cadeira e correndo para o escritório no andar de cima.

Enquanto isso, o celular de Letícia continuava tocando. Frâncio lançou a ela um olhar e pegou o aparelho diretamente.

— Alô?

Aquela mulher que normalmente parecia tão feroz e decidida, no momento crucial se mostrava tão medrosa.

"Medo de quê? Como se alguém ousasse sequestrar alguém da família Amorim! Quem, em todo o País M, seria tão imprudente a ponto de sequestrar Sérgio? Não tinham medo de que a família Amorim destruísse tudo em seu caminho?"

Embora fosse isso que pensava, o tom com que atendeu ao telefone saiu mais rude do que esperava.

Davi franziu as sobrancelhas. A tia de Sérgio não era uma mulher? Por que um homem estava atendendo o telefone?

Do outro lado da mesa de jantar, Sérgio ainda travava uma "batalha" com a asa de frango em seu prato, determinado a colocá-la em seu estômago.

— Alô, boa tarde. Este é o celular da tia de Sérgio? — A voz de Davi soava tão fria quanto sempre.

Frâncio respondeu:

— Eu sou o tio de Sérgio.

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