— Tio, que tal almoçar comigo hoje?
— Claro! — Sérgio já havia esquecido completamente as palavras trocadas com o homem de preto na porta dos fundos antes de sair.
Davi pegou o celular e ligou para Samuel, que ainda estava trabalhando no prédio do hospital.
— Hoje você almoça sozinho. Surgiu um compromisso de última hora para mim.
— Espera aí, estou quase terminando por aqui. Vou com você... — Samuel fechava um arquivo e pegava a pasta para sair.
Nem terminou a frase, e a ligação já tinha sido encerrada.
— Alô? ... Não, pera aí, pelo menos me leva junto nesse almoço! — Ele gritou, frustrado, para o telefone mudo.
Davi encerrou a ligação e abaixou a janela do carro, gritando para fora:
— Gabriel, pode dirigir.
...
Letícia estava no escritório de casa, ocupada com o trabalho. A divulgação e a lista de convidados para a exposição de arte já haviam sido confirmadas.
Para promover a galeria, além dos convidados oficiais, aqueles sem convite poderiam comprar ingressos online, embora o valor fosse bastante alto.
Depois de organizar o próximo compromisso na agenda, previsto para logo após o término da exposição, Letícia fechou o computador.
O tempo passou rapidamente, e, quando percebeu, já era quase hora do almoço.
Pegando o copo vazio de água que estava sobre a mesa do computador, ela desceu as escadas. Na cozinha, os cozinheiros do castelo já estavam ocupados preparando a refeição.
— Srta. Letícia, o almoço está quase pronto. — Informou uma das empregadas.
— Entendido. — Letícia entregou o copo, e rapidamente um novo, cheio de água, foi trazido para ela, após tomar um gole, disse. — Avise os que estão no andar de cima para descerem para almoçar.
— Sim.
Letícia se sentou no salão de jantar e pegou o celular para se distrair enquanto esperava. Com Selma fora de casa, o ambiente estava mais descontraído.
Frâncio e Aarão desceram as escadas, um após o outro.
— E o Sérgio? — Letícia levantou o olhar e perguntou.

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