Ao ouvir isso, Davi não insistiu mais e entrou no carro, partindo diretamente.
Quando chegou ao hotel que havia reservado com antecedência, desceu do carro e foi até a recepção buscar o cartão do quarto. Logo em seguida, o carro de Valentina chegou.
Ao encontrá-los na recepção, ela comentou:
— Davi, se eu soubesse que vocês iam ficar no mesmo hotel, teria pego carona com vocês para vir para cá.
Já era coincidência suficiente estarem hospedados no mesmo hotel, mas reservar quartos vizinhos foi ainda mais inusitado.
Apoiando a mão na porta, Valentina se inclinou de lado para encará-lo e perguntou:
— Davi, que tal jantarmos juntos hoje à noite? Por acaso, conheço um restaurante aqui perto que tem uma comida ocidental deliciosa.
Davi já estava com meio corpo dentro do quarto e recusou de maneira fria:
— Não, hoje à noite tenho um compromisso de trabalho.
— Então eu te acompanho... — Valentina ainda não tinha terminado de falar quando a porta ao lado já foi fechada.
Gabriel e Bryan, mantendo seu profissionalismo habitual, evitaram qualquer curiosidade sobre a vida pessoal de seu chefe. Fingindo não notar nada, abriram silenciosamente a porta do quarto ao lado e entraram.
Valentina apertou a borda da porta com força. Davi não apenas a rejeitara, mas ela ainda sentiu nele o perfume que Sophia costumava usar cinco anos atrás.
"Cinco anos... e ele ainda não conseguiu esquecer Sophia. E os três anos que passamos juntos? Ele os esqueceu tão facilmente? Por quê?"
Ela foi quem salvou a vida dele, quem chegou primeiro e, mais importante, quem ainda estava viva. Sophia estava morta, seu corpo havia sido engolido por um terremoto e nem seus ossos restaram.
Davi fechou a porta do quarto, soltou a alça da mala e, antes de qualquer coisa, pegou o celular para ligar para Bryan.
— De agora em diante, sempre que viajarmos, você e Gabriel reservem quartos ao lado do meu, um de cada lado.
— Entendido.

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