Estendeu a mão para pegar o presente, planejando pedir aos empregados que jogassem aquilo fora depois.
Com tantas caixas, não encontrar uma ou duas era normal.
Selma interveio a tempo para impedir:
— É só um presente. Se o Aarão gostou, o deixe abrir. As pessoas não podem viver com medo de tudo. — Essas palavras eram dirigidas à filha mais velha, Laura.
Laura ficou atônita por um instante. Sim, era apenas um presente. Todos vivem no mesmo planeta; no futuro, quando as crianças crescerem, inevitavelmente poderiam se encontrar. Não dava para viver sempre preocupada e com medo.
A mão que quase tocava a caixa do presente recuou.
Aarão olhou para a avó, depois para a mãe, e então abaixou a cabeça para abrir a caixa.
Eram dois relógios telefônicos infantis.
O presidente do Grupo Vitalidade, Davi, nunca se importava com os presentes dos parceiros comerciais; os presentes eram sempre escolhidos com cuidado pelo assistente Bryan.
Aarão adorou. Ele gostava muito de produtos eletrônicos, mas por ser muito jovem, ainda não tinha um celular. O relógio telefônico era perfeito para ele.
Com as próprias mãos, colocou o relógio no pulso e ficou olhando para ele repetidamente.
Sérgio, ao ouvir o barulho, levantou o pequeno corpo apressado do sofá e correu até o irmão. Surpreso, perguntou:
— Ei, o que é isso?
Ao ver que o irmão já estava usando, imitou o gesto e colocou o outro relógio em si mesmo.
Laura disse:
— Pronto, agora podem ir dormir, certo?


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