Suportar o sarcasmo de Sérgio e ainda tentar forçar um sorriso amigável já havia exigido muito do seu autocontrole.
Agora, ouvindo aquelas palavras duras de Pâmela, sua paciência estava no limite absoluto.
— Pâmela, se no passado você não tivesse insistido tanto em assinar aquela Escritura de Renúncia Familiar, se tivesse dado apenas um pouco de tempo para os dois lados, a nossa relação poderia ter se apaziguado.
— Você nunca foi assim antes. Sempre foi doce, compreensiva e fácil de lidar.
— Não consigo entender como você se tornou essa pessoa que está na minha frente.
Pâmela não pôde evitar uma risada repentina, achando tudo aquilo incrivelmente patético.
Ela trocou um olhar rápido com Sérgio, que imediatamente fechou a porta do escritório.
A intenção era evitar que aquela cena afetasse a motivação e o ambiente de trabalho da equipe lá fora.
Quando Allan viu Sérgio fechando a porta por dentro sem qualquer intenção de se retirar, demonstrou descontentamento.
— Você não vai sair?
Pâmela interveio:
— Ele é meu braço direito. Por que ele deveria sair? A única pessoa nesta sala que deveria estar do lado de fora é você.
— Eu já te disse, Allan Castro. Se tem algo a falar, fale de uma vez e pare de enrolar.
— Você não imaginou que eu ficaria sozinha conversando com você, imaginou?
Allan a olhou, chocado:
— Pâmela, você por acaso acha que eu te faria algum mal?
— Eu não garantiria o contrário.
— Eu sou o seu irmão! Seu irmão mais velho, de sangue, do mesmo ventre. O que eu poderia fazer contra você? Suas palavras partem o meu coração, sabia?
Pâmela retrucou friamente:
— Do mesmo ventre? Irmão mais velho? É mesmo? Você sabe muito bem como é a nossa mãe, não sabe? Se você não respeita sequer a mulher que nos deu a luz, o que eu represento para você?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...