Ao ver o saldo de mais de um milhão a mais no aplicativo, Roberta sentiu um alívio percorrer seu peito.
Ultimamente ela andava desesperada por dinheiro; os gastos vinham de todos os lados e as despesas superavam a renda.
Embora aquela quantia arrancada de Rosangela não fosse uma fortuna, já permitia resolver alguns problemas.
Pelo menos, seria suficiente para pagar o salário dos seguranças por um bom tempo.
No entanto, Roberta não tinha a menor intenção de devolver o dinheiro que Rosangela havia desviado do celular de Natália, mesmo sabendo que Tomas Castro parecia dar muita importância a essa quantia.
Mas, uma vez que o dinheiro estava em suas mãos, por que ela o devolveria?
Não havia lógica nisso.
Além disso, ela guardou o dinheiro na própria bolsa sem sequer avisar Natália sobre o ocorrido.
Ela ainda tinha muitas contas para pagar pela frente.
Naquela noite, Roberta comentou com Natália, pedindo que ela fosse ao hotel no dia seguinte para checar como Rosangela estava.
Inicialmente, Natália recusou a ideia:
— Roberta, por que não mandamos uma empregada lá de casa?
— Afinal, eu tenho muito mais classe que ela. Por que eu teria que servi-la?
— Sem contar que aquela mulher tem uma boca suja, só sabe xingar. Não tenho paciência para ouvir os absurdos dela.
— E, de qualquer forma, se ela quiser comer, pode pedir pelo serviço de quarto sozinha. Não quero me envolver com isso.
Roberta não estendeu muito o assunto:
— Amanhã eu preciso ir ao Departamento de Tecnologia do Grupo Castro me familiarizar com o trabalho. Não terei tempo.
— Deixo a Rosangela sob sua vigilância. Não se preocupe, duvido muito que ela tenha condições de xingar você agora.
Natália ponderou:
— Aquela boca dela...
Antes que pudesse terminar a frase, Roberta perdeu a paciência e foi direto para o quarto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...