Ao abrir a porta para sair, Rosangela deparou-se com o olhar frio e desdenhoso de Roberta.
A euforia no seu rosto desapareceu quase que instantaneamente.
— Você...
Antes que pudesse terminar a frase, notou um segurança acompanhando a jovem.
Provavelmente traumatizada pela última briga que tiveram — quando Rosangela a surrou impiedosamente —, Roberta decidira trazer um guarda-costas para a sua proteção.
Rosangela compreendeu rapidamente que os seus planos de sair naquela noite estavam arruinados.
Sem tentar lutar, recuou para o quarto.
Roberta entrou com o segurança logo atrás.
Rosangela jogou a bolsa longe e atirou-se no sofá com um ar de resignação. Em seguida, acendeu um cigarro com destreza, puxando a fumaça lentamente.
Porém, ainda ressentida por ter o seu momento arruinado, disparou:
— Você é o quê, uma assombração? Aparece do nada no meio da noite para quê? E ainda traz companhia, acha que vai assustar quem?
O segurança postou-se a uma curta distância de Roberta, em visível postura defensiva.
Mais do que defender Roberta, a postura indicava que ela estava preparada para impedir que Rosangela a agredisse de novo.
Após ser ridicularizada pelas marcas em seu rosto, Roberta, que vinha sendo esbofeteada frequentemente, sabia que as marcas também desapareciam rápido.
Olhando para Rosangela, ela tocou com a ponta dos dedos a bolsa que a mulher havia largado no sofá:
— No meio da noite? Se eu não tivesse chegado, para onde você pretendia ir?
— Não me diga que iria se encontrar com as suas amigas para fofocar.
Na capital, nenhuma pessoa de bem seria amiga de Rosangela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...