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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 85

Ela foi diretamente até Evaldo, balançando os contratos na mão, e disse com sinceridade:

— Obrigada. Isso não era sua obrigação.

Evaldo ergueu a taça de vinho que continha leite e, com a elegância de quem saboreia uma safra rara, tomou um gole:

— Parabéns, Sra. Castro. Você tem sua própria empresa.

— Por que você e Beto prepararam isso sem me avisar antes?

— Se eu tivesse avisado, você teria aceitado o presente?

Pâmela balançou a cabeça:

— Tenho medo de não poder retribuir.

Evaldo conhecia sua condição de saúde; ele podia entender a situação de alguém como ela.

Percebendo as preocupações não ditas de Pâmela, Evaldo mudou de assunto:

— Aos doze anos, fui diagnosticado com uma série de problemas. Os médicos me deram sentenças de morte inúmeras vezes, mas aqui estou, vivo e bem.

— Pâmela, não tenha medo de morrer. Logicamente, eu deveria morrer antes de você.

— Mas, quando se trata de lutar contra o destino, nunca se sabe.

— Quem sabe, talvez a gente viva por muito, muito tempo.

— Talvez a gente viva até nossos cabelos ficarem brancos.

Ao lado, Sérgio ergueu os olhos de uma pilha de documentos para olhar para seu chefe.

Já pensando em envelhecer juntos?

Senhor, você está pensando longe!

Sérgio silenciosamente deu um 'joinha' mental para seu senhor e voltou ao trabalho.

Ele pensava que Pâmela era apenas uma mestra programadora que só sabia digitar.

Mas, na verdade, descobriu que ela também era excelente em gestão.

Trabalhar com alguém tão competente... se ele cometesse algum erro, não estaria envergonhando o senhor?

As palavras de Evaldo realmente confortaram Pâmela.

— Acho que só posso dizer obrigada.

Evaldo a lembrou:

— A empresa já está aberta. Em breve, você chamará a atenção de Sandro e da família Castro. Talvez...

Antes que ele terminasse o aviso, o celular de Pâmela começou a tocar.

Duas chamadas simultâneas: uma de Allan e outra de um número desconhecido.

Segurando o celular, ela o mostrou a Evaldo:

— Veja só, eles são mais rápidos do que você pensa.

Evaldo deu de ombros e sorriu, erguendo a taça com leite:

— O que eles pensam não importa. Desejo que você renasça das cinzas em breve.

Pâmela sorriu:

— Obrigada.

Dizendo isso, ela recusou as duas chamadas e desligou o celular.

---

Allan disse:

— Ela desligou na minha cara e depois desligou o celular.

Ronaldo falou:

— Allan, Pâmela está tão magoada conosco. A empresa já está aberta, ela com certeza não vai nos ouvir e fechar tudo imediatamente. Que tal deixarmos para lá, deixá-la tentar? Na pior das hipóteses, ela perde um pouco de dinheiro, e nossa família não tem falta disso.

Capítulo 85 1

Capítulo 85 2

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