Evaldo emprestou Sérgio a Pâmela e, com a ajuda desse assistente competente, a fundação da empresa ocorreu sem problemas.
Quando Sérgio a conduziu ao seu próprio escritório de presidente, Pâmela ainda estava um pouco atordoada.
Ela deslizou os dedos sobre a mesa presidencial, respirou fundo e olhou para Sérgio do outro lado:
— Eu nunca geri uma empresa.
Sérgio respondeu:
— Sra. Castro, o senhor me pediu para ajudá-la. Se precisar de qualquer coisa, pode me procurar. Eu cuidarei de todos os assuntos de gestão para você.
Pâmela disse:
— Obrigada. Ao entrar, vi uma coroa de flores enviada por Beto.
— O Sr. Lacerda está esperando por você na sala de reuniões.
Pâmela assentiu e saiu do escritório.
Pode-se dizer que a empresa, como estava agora, era inteiramente ideia de Evaldo e Beto.
Naquele momento, Beto segurava um grande buquê de girassóis. Ao vê-la se aproximar, ele entregou as flores.
— Parabéns, Pâmela. A partir de hoje, você tem sua própria empresa.
Pâmela não sabia se ria ou chorava.
— Obrigada. Foi um impulso do momento. Quando Evaldo mencionou, eu concordei na hora.
— Mas agora, estou completamente perdida. Depois de tantos anos, ainda sou a mesma garota que só sabia digitar na frente de um computador.
— Em termos de gestão, não tenho a menor ideia.
Beto disse:
— Você tem o Sérgio. Ele é o melhor gestor que já conheci. Pode-se dizer que ele me treinou. Com ele por perto, acredito que você pegará o jeito rapidamente.
Pâmela assentiu. Chegando a esse ponto, parecia que não havia mais volta.
A empresa estava registrada, o prédio de escritórios alugado e até os anúncios de emprego já haviam sido publicados.
Sua caixa de entrada já estava cheia de currículos de jovens talentos esperando para serem analisados.
Beto disse:
— Estes contratos precisam da sua assinatura.
Com um gesto de Beto, sua assistente entregou os documentos.
Beto abriu os contratos, um por um, e os entregou a Pâmela, que assinou onde ele indicou.
Pâmela tinha total confiança em Beto.
No entanto, depois de assinar alguns, ela parou de repente.
— Espere, este contrato...
Pâmela folheou o contrato rapidamente, chocada:
— O prédio de escritórios não foi alugado, foi comprado?
Um sorriso apareceu no rosto de Beto:
— Um presente. Eu não podia simplesmente trazer uma coroa de flores de inauguração e chamar isso de presente.
— Sem você, não existiria o Beto de hoje.
— Embora as circunstâncias nos forcem a não trabalhar na mesma empresa, espero poder contribuir para o seu novo empreendimento.
— No entanto, este presente não foi financiado apenas por mim.
— Evaldo e eu pagamos cinquenta por cento cada para comprar dois andares deste prédio para você.
— Não são os melhores andares, o que é uma pena.
— Mas já estamos de olho em um terreno. Depois que o projeto oficial terminar, podemos construir um prédio juntos e colocar nossas duas empresas no mesmo lugar.
— Evaldo já está tentando comprar aquele terreno.


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