A voz de Allan soava leve, deixando claro o quanto ele estava se divertindo com a situação.
Roberta ficou ainda mais indignada, mas estava de mãos atadas.
O que ela poderia fazer? Naquela altura do campeonato, não tinha alternativas.
Quando Allan desligou na sua cara, ela, num acesso de fúria, arremessou o celular no chão mais uma vez.
Sim, ela sabia que aquilo traria benefícios ao Grupo Castro, quem sabe até salvaria a empresa da falência.
Porém, Sandro odiava esse tipo de exposição e já havia descontado a raiva nela naquela mesma manhã.
Só de pensar que, mesmo depois de assinarem os papéis, Sandro ainda perderia a paciência com ela por essas coisas, sentia-se profundamente ressentida.
Ela já era a Sra. Gattas perante a lei e ainda precisava engolir desaforos daquele tipo.
Por outro lado, a recuperação do Grupo Castro certamente a beneficiaria. Mas esse benefício custava a insatisfação constante de Sandro.
Roberta estava num beco sem saída: de um lado o coração do marido, do outro, o poder e os interesses.
Quando o telefone de Sandro tocou novamente, Roberta respondeu com voz resignada:
— Sandro, eu não tenho como controlar as decisões dos meus irmãos.
— Você sabe como é. Eu não decido nada dentro do Grupo Castro. Naquela casa, eu sempre fui vista apenas como uma intrusa.
Sandro não prolongou a conversa. Se Roberta assumia a própria incapacidade, só restava a ele resolver o problema.
Sem dizer mais nada, ele encerrou a chamada. Ela percebeu que aquilo piorara ainda mais a situação entre os dois.
Felizmente, a certidão já estava assinada. Acontecesse o que acontecesse, ela era oficialmente a esposa dele.
Sandro não pediria o divórcio por um motivo tão banal, pediria?
Quanto à família Castro, já que ela não conseguia domar Allan, o melhor era deixar para lá.
Irritada, arrumou-se e foi trabalhar na BeLa.
Enquanto isso, na mesa de café da manhã, Pâmela comia enquanto notava o sorriso que volta e meia aparecia no rosto de Evaldo.
— Qual o motivo de tanta alegria logo cedo?
Evaldo perguntou:
Evaldo garantiu:
— Deixa comigo. Foca no seu projeto, eu cuido do resto e te mantenho informada.
Pâmela chegou ao escritório pontualmente às dez horas. Melissa Laginha repassou alguns relatórios com ela e, pouco depois, alguém apareceu à sua procura.
Quando Benício Lima entrou na sala, Pâmela se surpreendeu:
— Você tem vindo muito aqui ultimamente. Aconteceu mais alguma coisa? A Roberta?
Benício foi direto ao ponto:
— Rosangela Azevedo. Ela tinha um limite de quinhentos milhões naquele cassino clandestino, mas já perdeu quase tudo. Deve ter sobrado uns cinquenta a cem milhões no máximo. No ritmo que ela joga, esse limite vai secar em uns dois ou três dias.
— Tudo vai depender da paciência do cassino. Se eles quiserem reaver o dinheiro rápido, em poucos dias o crédito dela zera de vez.
— A Roberta não tem como bancar esse buraco. Acho que, quando a bomba estourar, a Rosangela vai simplesmente fugir.
Ao ouvir isso, Pâmela levantou-se abruptamente:
— Ela vai fugir?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...