— Roberta, você é atenciosa demais. Eu é que deveria ter comprado um presente para celebrar o casamento de vocês. E, no fim das contas, sou eu quem está recebendo mimos. Nem sei como agradecer.
— Seja como for, o Sandro é mesmo um homem de sorte. Poder casar com você... fico tão feliz por ele! Você é milhões de vezes melhor do que aquela outra, muito mais madura e sensata.
As bochechas de Roberta coraram de leve, mas em seu coração, ela estava exultante. Adorava ouvir que era superior a Pâmela.
Esse tipo de reconhecimento a enchia de adrenalina.
— Tia Rosangela, a senhora sempre me compara com aquela mulher. Eu não sou tudo isso, não. Por pior que ela fosse, Pâmela nasceu como herdeira de uma família rica, eu não tenho a sorte de ter um berço tão prestigioso.
— Berço? Roberta, jamais menospreze a si mesma! Não importa de onde você veio; hoje, meu filho é o presidente do Grupo Gattas e você é a esposa dele. Há posição mais majestosa do que essa?
Roberta abriu um sorriso. Acima de tudo, aquelas eram as palavras que ela amava ouvir.
Depois de falar, Rosangela de repente deu um tapinha na própria testa:
— Ai, olha a minha cabeça! Roberta, por que você ainda me chama de tia Rosangela?
— Agora que a certidão de casamento já está assinada, você é minha nora oficial. Não vai mudar a forma de me chamar?
Roberta abaixou um pouco o rosto ruborizado, simulando timidez. Após alguns segundos, levantou a cabeça, olhou nos olhos de Rosangela e chamou:
— Mãe.
O sorriso de Rosangela era tão largo que não cabia no rosto:
— Ah, que lindo! Soou maravilhoso!
Não era o primeiro casamento de Sandro, mas era a primeira vez que uma nora a chamava de mãe.
Sendo assim, aquele título aos ouvidos soou incrivelmente confortável.
Vale lembrar que ela nunca havia experimentado nada parecido antes.
Criou um filho e, agora, finalmente sentia um gostinho de ser tratada como sogra.
Porém, esse sentimento caloroso foi fugaz.
— Mãe, nós duas, sogra e nora, fomos engolidas por aquela mulher velha! Eu me recuso a aceitar isso. O Sandro nem sequer é filho biológico dela, mas ele ainda é obrigado a chamá-la de mãe todos os dias e ficar à disposição dela.
— Nós já assinamos os papéis do casamento, mas continuamos tendo que morar separados. Todo dia depois do trabalho, o Sandro tem que ir para a Mansão para cuidar dos velhos.
— No fundo, por ele não ser sangue do sangue dela, ela não liga para ele, e muito menos gosta de mim. A preferida dela era a Pâmela, a ex-esposa.
— Me diga, mãe, eu acabei de me casar com o Sandro e já temos que viver em casas separadas. Como vai ser o nosso futuro assim?
Rosangela franziu a testa ao ouvir aquilo.
Não foi pela dificuldade relatada por Roberta ou por solidariedade, mas pela pura dor de imaginar que os quinhentos milhões de dote haviam virado poeira, o que significava que ela não poderia prolongar sua estadia na capital.
Ela realmente amava aquele cassino clandestino. Havia anos que ela não se divertia com tamanha intensidade e empolgação.
Os céus estavam sendo injustos! Qual era o problema com Roberta? Por que deram quinhentos milhões para a Pâmela e não davam para ela?
— Roberta, você não pode engolir esse desaforo calada! Esse dote de quinhentos milhões, não importa o que aconteça, você precisa colocar as mãos nele!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...