Alguém acabou acertando o motivo em cheio por puro acaso.
No banheiro, as fofocas continuavam a todo vapor:
— Todo mundo sabe que o Sr. Gattas odeia quando alguém tenta ter privilégios na empresa.
— O que ele mais repete nas reuniões é que a empresa é um lugar de trabalho, e que nada externo deve ser trazido para cá.
— Exatamente! O Sr. Gattas e a Sra. Salazar namoram há tantos anos, não sabemos como são em particular, mas na empresa eles nunca chamaram atenção. Será que foi por isso?
— Ouvi dizer que foi a Gisele quem organizou a recepção de hoje. Será que o corte do bônus foi por causa disso?
— Se foi por isso, então não foi injusto. Afinal, ela pisou na linha vermelha do Sr. Gattas, foi bem feito.
— Mas hoje é o dia do casamento deles! Fazer isso não é claramente um desrespeito com a Sra. Salazar?
— E quem na empresa não sabe que a Gisele é a garota de recados da Sra. Salazar?
— Hahaha, acharam que a Sra. Salazar viraria a patroa e que tudo mudaria. Pelo visto, o Sr. Gattas fez isso para mostrar quem manda. É uma forma indireta de avisar a todos que a empresa ainda é dele, e que mesmo que a Sra. Salazar tenha casado com ele e se tornado a esposa do chefe, ela tem apenas o título. Quem manda de verdade ainda é o Sr. Gattas.
— Eu achava que o Sr. Gattas amava muito a Sra. Salazar, mas no próprio dia de registrar o casamento, ele dá um banho de água fria nela na frente de toda a empresa.
— Hahaha, esse casal é muito peculiar. Isso é um casamento ou uma declaração de guerra? As coisas vão ficar divertidas por aqui.
— Chega, falem baixo, ainda temos muito trabalho a fazer. Vamos nos arrumar e voltar aos nossos postos.
— Todos sabem que o Sr. Gattas não suporta ver seus funcionários sem trabalhar.
Ao ouvirem isso, as funcionárias rapidamente lavaram as mãos e saíram.
Somente depois que todas se foram, Roberta abriu a porta de uma das cabines do banheiro e saiu.
Naquele momento, seu rosto já estava terrivelmente sombrio.
Quando Gisele a procurou, ela não havia pensado muito no assunto, nem considerou que fosse grande coisa.
Mas agora, ouvindo tudo aquilo, sentia um profundo desgosto.
Mas ao pensar no quadro geral — o conselho de diretores, os vários aliados do pai de Sandro que ainda operavam no Grupo Gattas — ela se conteve.
Pensou que talvez a atitude de Sandro fosse uma forma de acalmar os ânimos na empresa, então só lhe restava engolir em seco.
Ela já havia chegado àquela posição, e a estrada pela frente ainda era longa. Para se firmar como a verdadeira dona, bastava esperar que seu projeto fosse um sucesso. Depois disso, quem poderia impedi-la?
Apressar as coisas agora seria um erro.
Ser ambiciosa demais poderia ter o efeito reverso, e ela acabaria perdendo mais do que ganhando.
O mais importante era decidir como agir no momento.
Sentada em sua mesa, Roberta forçou sua mente a abandonar a extrema euforia e felicidade, para pensar com frieza.
Ela deveria, de forma proativa, adotar a postura de 'não disputar'.
Já que era uma decisão de Sandro, como sua esposa, o dever dela era apoiá-lo imediatamente!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...