— Aliás, quando o Sandro veio me visitar, me garantiu que, assim que eu estiver recuperada, nós poderemos ir ao cartório assinar os papéis quando eu quiser.
— Vou escolher uma data logo nos próximos dias para oficializarmos. Não quero que as coisas se estendam e apareça algum contratempo.
Ao ouvir sobre o cartório, os olhos de Natália brilharam de empolgação.
Finalmente ia acontecer! Com os documentos assinados, ela seria legalmente a Senhora Gattas. Seu status na sociedade mudaria para sempre.
— É sério? Foi ele quem sugeriu?
— Sim, ele disse que a escolha do dia é minha.
— Que maravilha! Minha filha vai finalmente entrar para a alta sociedade! Você não imagina o quanto eu esperei e sofri por este dia. Agora meu coração está em paz.
— É ótimo resolver a questão burocrática primeiro. O resto a gente pensa depois.
— Mãe, você acha que a família Castro vai contribuir com algum dinheiro para o dote? Se o valor for muito baixo, vai ficar feio para a nossa imagem.
Natália balançou a cabeça com pessimismo:
— Acho difícil. A situação financeira deles está por um fio, quem dirá bancar um dote à altura.
— O fluxo de caixa deles está travado. Não há dinheiro sobrando.
— É uma pena o momento desse casamento. Se a família estivesse no auge, não seria difícil separarem algumas centenas de milhões para o seu dote.
— Mas com a crise atual, mesmo que tivessem boa vontade, de onde tirariam o dinheiro?
A expressão de Roberta se fechou:
— Esquece. Se eles não podem pagar, eu tiro da família Gattas. Rosangela ainda está dando desculpas para não ir ao clube de golfe com você?
Natália começou a resmungar, irritada com o assunto:
— Não sei o que se passa na cabeça da sua futura sogra! Sempre que ligo, ela diz que está resolvendo umas coisas e que não tem tempo.
— Foi ela mesma que veio choramingar para mim, dizendo que sentia saudade dos velhos tempos com o Gonçalo, que ele a tratava como uma rainha... até chorou de saudade.
— Agora que estou tentando armar os encontros para os dois se cruzarem no clube, a mulher não me dá bola. Continua adiando e evitando o assunto.
— Mas o seu casamento está batendo na porta. O que faremos sobre aquele um bilhão de presente da família do noivo?
— Precisamos dar um jeito de botar as mãos nesse dinheiro.
A mente de Roberta fervilhava. O corpo ainda clamava de dor, mas sua ambição falava mais alto. Ela precisava arrumar uma forma de conseguir os fundos.
Aquele dinheiro não era uma quantia banal. Se conseguisse os quinhentos milhões, seu futuro seria intocável.
— Vou pensar num jeito. Fique calma, não vamos sair perdendo.
O olhar de Roberta se tornou frio e calculista. Sandro. Será que ele a ajudaria com isso?
Pedir o presente em dinheiro não seria uma questão de orgulho para ele também?
O que ela estava longe de imaginar era que, em sua visita atenciosa, Sandro havia levado embora seu direito a qualquer fortuna através daquele acordo pré-nupcial disfarçado.
Quando se tornasse esposa dele, ela não teria o direito legal de colocar a mão em um centavo que fosse dele!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...