— Você está sentindo dor no corpo?
Roberta balançou a cabeça freneticamente:
— Não, claro que não. Estou bem, depois que eu descansar um pouco mais, a febre vai ceder de vez e poderei ir trabalhar amanhã. Sandro, não se preocupe com isso, por favor.
Que hospital o quê?
Ela estava com o corpo inteiro marcado, até mesmo em suas áreas mais íntimas. Como poderia se expor em um hospital?
Como poderia deixar um médico vê-la daquele jeito?
Se ficasse qualquer registro no seu histórico médico, seria o seu fim.
Ela não ia permitir que algo assim arruinasse seu futuro.
— Tem certeza de que não é grave?
Sandro ainda parecia preocupado, pois a aparência dela estava muito longe de alguém saudável.
Roberta assentiu com convicção:
— Estou bem, de verdade. Foi só uma febre repentina que me deixou mole e com o corpo dolorido.
— O médico disse que, como raramente adoeço, os sintomas parecem mais fortes quando a imunidade cai, mas não é nada preocupante.
Sandro ainda estava em dúvida, mas já que ela insistia tanto, não tinha motivos para não acreditar.
— Tudo bem, se não quer ir ao hospital, não vamos. Mas você precisa se deitar e descansar agora.
— Vou mandar alguém da nossa casa para vir cuidar de você e trazer um jantar adequado.
— Do jeito que está, não tem como sair para comer. Sua alimentação precisa ser leve, mas nutritiva. Caso contrário, não terá energia para se curar.
Roberta olhou para ele, achando-o excepcionalmente carinhoso naquele dia.
Talvez o fato de estar doente tivesse despertado esse lado dele.
Ela sentiu o coração se acalmar um pouco. Pelo menos dessa vez, Sandro não estava irritado por ela ter faltado ao trabalho.
Isso era ótimo.
Talvez conseguisse descansar de verdade no dia seguinte.
A dor em seu corpo era terrível. Quando Sandro a ajudou a se deitar, ela sequer teve coragem de encostar as costas no colchão.
Sandro respondeu:
— Sou seu noivo, não é meu dever cuidar de você? E não apenas hoje, mas vou cuidar de você pelo resto de nossas vidas.
Era raro ele dizer palavras tão afetuosas. Aquilo aqueceu o coração de Roberta, fazendo até a dor em suas costas parecer menor.
Enquanto ela o abraçava, derretendo-se nas palavras, Sandro tirou o acordo pré-nupcial da pasta.
No entanto, ele virou o documento diretamente para a última página, pegou uma caneta e entregou a ela.
— Tem apenas um documento sobre um projeto que precisa da sua assinatura.
Ele destampou a caneta e a colocou na mão de Roberta.
O secretário, que observava a cena, sentiu um suor frio nas mãos de tanta tensão.
Abrir mão da honestidade até aquele ponto era possível?
Nesse momento, Sandro olhou duramente para o secretário:
— O que está esperando? Todos sabem que a Sra. Salazar está de licença médica. Grave um vídeo, senão como vão acreditar que essa assinatura é dela?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...