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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 766

Sérgio entregou os documentos de identidade, CPFs e tudo mais para Pâmela, e então foi ao hotel.

Aquele bando da família Barreiros, por enquanto, só ele conseguia acalmar.

Afinal, na empresa, ele era o único adequado para lidar com aquela situação.

Melissa era mulher; além de não conseguir lidar com aquela gente, corria o risco de ser devorada viva por eles.

Igor cuidava da tecnologia. Após a destruição dos equipamentos e modelos, ele ainda tinha que continuar o trabalho e se alinhar com Susana.

Pâmela nem se falava: já era ocupada por natureza e ainda tinha uma montanha de problemas para resolver.

Portanto, a pessoa mais apropriada era mesmo ele.

Quando Sérgio chegou ao hotel, o gerente já o esperava.

— Sr. Queiroz, que bom que chegou. Aquela gente acabou de pedir mais comida. Parece que nunca viram comida na vida! É um desperdício tão grande que chega a ser impressionante.

Sérgio não se surpreendeu nem um pouco.

— Dê a eles o que quiserem. Comida e bebida, que não falte nada. Desde que eles peçam.

— Sim, Sr. Queiroz. Mas de onde afinal veio esse pessoal? Eles não têm a menor classe. O senhor e a Sra. Castro vão mesmo tolerar isso? — perguntou o gerente.

— Não faça muitas perguntas. Quem é que não tem uns parentes pobres na família? Eles só vão ficar aqui por alguns dias para se divertir. Depois de comerem e beberem o bastante, voltam para o interior. Se fizer muitas perguntas, a situação pode ficar constrangedora para todo mundo, entendeu?

O gerente do hotel sorriu. Originalmente, na profissão deles, ninguém costumava ter tanta curiosidade sobre a privacidade dos hóspedes.

Mas aquele grupo era a coisa mais bizarra que ele já tinha visto em toda a sua carreira.

A regra do setor era não perguntar, a menos que fosse impossível segurar a curiosidade.

Sérgio foi até a suíte presidencial. Assim que o viram, os membros da família Barreiros que ainda não estavam bêbados e conseguiam ficar de pé se aproximaram dele.

Até Maria, que gostava de ficar olhando pela janela, aproximou-se com os olhos cheios de esperança.

Porém, não era a vez dela de falar com Sérgio.

— Sr. Queiroz, é o Sr. Queiroz que chegou!

Sendo assim, que não o culpassem depois.

Eles mereciam o que estava por vir.

Sérgio abriu seu sorriso falso de vendedor.

— Calma, pessoal, não se apressem. Falem um de cada vez. Vocês são muitos e têm tantas perguntas que eu nem sei por qual começar.

Assim que ele disse isso, os mais novos se repreenderam:

— Por que a pressa? Deixem o pai e a mãe falarem primeiro. Vocês também, para que tanta agonia?

Então, os pais da família Barreiros começaram a falar.

— Sr. Queiroz, quando é que vamos poder sair do país para conhecer o mundo? E o que precisamos preparar para a viagem?

— Para ir ao exterior é preciso tirar documentos — respondeu Sérgio. — Mas fiquem tranquilos, isso já está sendo providenciado. Assim que tudo estiver pronto, eu organizarei a viagem de vocês imediatamente.

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