As más notícias se espalham mais rápido que o vento. Ninguém ficou sabendo que a fábrica de Pâmela faria um voo de teste de carga hoje, mas a notícia de que havia pessoas causando confusão na fábrica se espalhou como fogo.
Em menos de meio dia, o assunto já havia virado motivo de piada nos círculos sociais.
As discussões particulares daquelas pessoas eram especialmente cruéis.
— Vocês estão sabendo que aquela que foi expulsa da famíLaa Castro abriu uma empresa e até montou uma fábrica?
— Quem não sabe disso? Dizem que a famíLaa Castro nunca apoiou o empreendimento dela. Ninguém sabe quem foi o idiota que deu dinheiro para ela montar esse negócio.
— Pois é. A empresa já está aberta há um tempo, mas dizem que até hoje só deu prejuízo. Cada dia que passa, é mais dinheiro à toa. Não sei o que ela tem na cabeça.
— Se o negócio não deu certo, é tão difícil assim declarar falência? Ficar tentando se segurar a todo custo não faz sentido nenhum.
— Hoje, ela já virou a piada do setor.
— O que aconteceu?
— Ouvi dizer que os operários estavam cobrando salários atrasados e simplesmente bloquearam o portão da fábrica, não deixando ninguém entrar nem sair.
— A coisa ficou tão feia que disseram que até incendiaram um carro em protesto, e a polícia teve que ser chamada.
— As outras fábricas ao redor da dela ficaram sabendo de tudo. Não há quem não saiba.
— Muita gente tirou fotos e gravou vídeos. A essa altura, já deve ter se espalhado por toda a internet.
— Com um escândalo desse tamanho, parece que, dessa vez, a empresinha de araque da Pâmela vai mesmo à falência.
Além de ser piada no setor, muitas pessoas subiram vídeos na internet, e o assunto estava fervendo. Como houve até um carro incendiado, causando uma pequena explosão, muita gente na rede estava debatendo o caso.
Quando Pâmela viu as notícias, as tags já estavam nos assuntos mais comentados.
Ela franziu a testa, enquanto Sérgio tagarelava ao seu lado.
— Não, qual é o problema dessa gente? De onde tiraram que aquelas pessoas estavam lá para cobrar salários atrasados?
— A nossa empresa nunca deveu um centavo a ninguém.
Pâmela respondeu:
— Ele tem registro na segurança nacional. Quando eles encontram algum problema por lá, costumam pedir a ajuda dele.
— Por causa disso, eles dão algumas permissões extras a ele.
— Contanto que não passe dos limites, não há problema nenhum.
Geralmente, ela não permitia que seu pessoal usasse tecnologia para fazer esse tipo de coisa.
Mas, já que a situação tinha chegado a esse ponto, ela não ficaria de braços cruzados.
Ela não conseguia entender por que havia tantos desocupados fofoqueiros.
Depois de falar, Pâmela ligou para MeLassa:
— Sra. Laginha, a nossa empresa ainda não tem perfis oficiais, certo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...