Entrar Via

Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 750

— Mas vocês são uns gananciosos mesmo! Isso aqui é quinhentos mil reais! Quantos favores nós já não fizemos para vocês? Quantas vezes não viemos arrastar a Maria de volta?

— E agora que a grana preta caiu na mão de vocês, querem nos dar essa miséria? Acham que nós somos mendigos?

— Tem que ser dez mil reais para cada um, pagando por cabeça!

A mãe de Susana rebateu aos berros:

— Tem família de vocês que trouxe a casa inteira! Sete, oito pessoas! Se eu der dez mil para cada, uma família só vai engolir setenta ou oitenta mil reais!

— Vocês vêm aqui fazer um servicinho à toa e querem levar essa fortuna? Onde está a consciência de vocês?

O irmão de Susana também entrou na roda:

— Toda vez que a gente vem caçar a minha irmã, as passagens, a comida e até as diárias das pousadas saem do bolso do meu pai. Com que direito vocês exigem tanto?

— Ela é minha irmã, é sangue do meu sangue. O dinheiro dela pertence à nossa casa.

— Nós já estamos fazendo uma caridade de dar alguma coisa, e vocês ainda querem pechinchar?

— Vocês acham que merecem isso?

O clima esquentou novamente, e a discussão estava a um fio de virar outra luta de MMA.

Embora Pâmela estivesse com tempo sobrando e adorasse ver o circo pegar fogo, a fábrica ficava em um polo industrial. Se a confusão durasse muito tempo, os vizinhos começariam a reclamar.

Decidida, ela resolveu encerrar o espetáculo.

Era hora de avançar para a próxima fase do plano.

Ela trocou de lugar com Igor mais uma vez, pegou o megafone e subiu na mesa.

— Atenção! Chega de gritaria, senão a polícia volta e ninguém leva nada.

— Já que vocês não entram em um acordo, eu serei a mediadora.

A irmã de Susana mal conseguiu disfarçar a empolgação:

— Nós vamos mesmo viajar para o exterior? A senhora vai pagar tudo?

— Eu sou mulher de palavra. — garantiu Pâmela. — Podem escolher qualquer lugar do mundo, para onde quiserem ir.

A confirmação deixou a família Barreiros eufórica.

Em contrapartida, os parentes distantes ferviam de raiva. Por que aqueles idiotas tiveram tanta sorte na vida?

Vinte e cinco mil reais limpos, todo mês!

Naquele fim de mundo no interior onde moravam, uma família inteira suava sangue para ganhar o que ela está oferecendo em um mês, e isso contando com a ajuda do governo.

Vinte e cinco mil era um valor astronômico para eles.

Era impossível não olhar para aquela cena com os olhos ardendo de inveja.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI