Antes de sair, Allan fuzilou Raulino com os olhos. No fundo, sentia que aquele sujeito havia roubado o lugar que lhe pertencia.
Se ele não tivesse se intrometido, talvez Pâmela ainda o tratasse com algum pingo de afeto fraterno, não é?
Involuntariamente, o olhar que Allan lançou para Raulino carregava um ódio palpável.
O curioso é que ele nunca parou para pensar em como Pâmela se sentiu quando trouxeram Natália e Roberta para dentro de casa, colocando a amante no lugar da esposa e dando os privilégios da filha legítima para a bastarda.
Assim que Allan sumiu de vista, Raulino apontou para a porta, indignado:
— Ele... ele me fuzilou com os olhos! Com que direito ele me olha daquele jeito?
Pâmela respondeu calmamente:
— Deve estar furioso por ter sido humilhado. Ele não esperava que o esquema dele fosse desmascarado tão rápido.
— Mas, sério, a lógica desse cara não faz o menor sentido! — Raulino protestou. — Ele mesmo apronta a sujeira, a casa cai e ele acha que a culpa é dos outros?
— Aquele olhar dele me deu arrepios. Não é coisa de gente normal.
Pâmela suspirou:
— Você vai se acostumar com o tempo. Todos os homens da família Castro são cortados desse mesmo pano. Arrogantes e completamente egoístas.
— Mudando de assunto — disse Raulino —, você tem certeza de que não vai chamar a polícia?
— Se a gente ficar só guardando essas provas, elas podem perder a validade com o tempo.
— E quando o Allan resolver o problema dele, vai jurar de pés juntos que nunca roubou nada.
— Aí, nós é que vamos ficar numa situação complicada.
Pâmela explicou com um tom pesaroso:
— Eu preciso preservar pelo menos uma ponta de esperança para a minha avó.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...