Raulino se afastou por um momento para atender a ligação. Quando voltou, estava praguejando em voz alta.
— Que tipo de gente é essa? São uns canalhas!
— Como podem fazer algo tão sujo, pior que animais?
— E mais, isso é um crime! Um crime absurdo!
Vendo Raulino tão indignado, Pâmela perguntou apressadamente:
— Raul, o que foi? Aconteceu alguma coisa?
— Já descobrimos tudo sobre as joias antigas. — respondeu Raulino.
— A gente se protege de tudo lá fora, mas é impossível se proteger de um traidor dentro de casa.
— E o pior é quando quem está dentro faz um conluio com quem está de fora. Aí sim, é impossível prever!
Pâmela compreendeu na hora:
— Descobriram quem foi? Quer dizer que houve um traidor na nossa casa em Cidade Verdejante, que roubou as peças e as enviou para aquele leilão?
Raulino assentiu com firmeza:
— Exatamente! Pâmela, tente adivinhar. O traidor lá de casa talvez você não conheça bem, mas e o de fora? Quem você acha que é?
A mente de Pâmela trabalhou rápido. Franzindo levemente a testa, ela arriscou:
— Não me diga que isso tem a ver com a família Castro de novo?
Raulino ainda fervia de raiva:
— Você acertou em cheio! Eles são descarados demais.
— Será que estão tão desesperados por dinheiro a ponto de começarem a roubar?
Pâmela deu um sorriso irônico:
— Talvez, na cabeça deles, isso nem seja roubo. Apenas acham que estão pegando de volta o que lhes é de direito.
— Principalmente o Allan Castro e o Ronaldo Castro. Eles acreditam fielmente que, por serem filhos da minha mãe e netos dos meus avós maternos, têm direito a uma parte desses bens.
— Então, para eles, não é um crime!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...