Villa Bella Vista.
Evaldo já havia organizado tudo para receber Raulino.
Era ele quem atualmente trabalhava em estreita parceria com Pâmela nos negócios.
No âmbito pessoal, podia ser considerado a família de apoio dela.
Evaldo vinha observando as atitudes da família Castilho e, no geral, estava bastante satisfeito com eles.
Esse tipo de família dava muito mais apoio do que aquele grupo da família Castro; Evaldo gostava bem mais do que via.
Pelo menos, eles realmente se importavam com Pâmela e demonstravam um cuidado sincero por ela.
Sérgio perguntou:
— Senhor, o senhor está nervoso?
Sérgio estava de pé ao lado de Evaldo e percebeu que ele olhava com frequência em direção à porta. Não sabia se era ansiedade por estar esperando alguém.
Evaldo retrucou:
— Se não sabe o que dizer, cale a boca. Ninguém vai achar que você é mudo.
Nervoso?
Por que diabos ele estaria nervoso?
A família Castilho era de fato muito boa, mas ele e Pâmela eram almas gêmeas no sentido mais puro da palavra.
Compartilhando a mesma força vital, eram eles as pessoas mais íntimas do mundo.
No encontro de hoje com a família de Pâmela, não seriam eles que viriam julgá-lo, e sim ele quem os avaliaria, para ver se eram dignos de ser a família que a acolhia.
Ele só tinha olhado para fora algumas vezes a mais, e Sérgio, aquele intrometido, já estava criando caso.
Como se fosse o único com boca para falar.
Sérgio recuou um pouco e, exatamente naquele momento, o carro de Pâmela apareceu na entrada.
O pé de Sérgio, que mal havia recuado, avançou de novo:
— Parece que os assuntos da Sra. Castro foram resolvidos sem problemas.
Sem problemas?
Aquilo só se devia à grande inteligência de Pâmela.
Seu olhar se fixou em Evaldo, analisando-o dos pés à cabeça.
Sua irmã havia mencionado que a saúde desse futuro cunhado não era das melhores e, pela aparência, isso era pura verdade.
Além de reconhecer a boa aparência do outro homem, da perspectiva de um homem analisando outro, a primeira impressão que Raulino teve de Evaldo foi: pálido, magro e com uma postura que transmitia cansaço e fragilidade.
De fato, ele parecia carregar um profundo desequilíbrio físico.
No entanto, mesmo sendo um homem pálido e com uma aparência quase frágil, emanava dele uma aura inata de superioridade e domínio.
Pensando bem, ele era tão jovem, até alguns anos mais novo que a sua irmã. De onde vinha toda aquela imponência?
Era praticamente a mesma presença que ele tinha notado ao observar Gonçalo naquele dia. E aquela sensação opressora provavelmente só estava sendo contida porque ele estava recebendo um membro da família de Pâmela; Evaldo certamente estava segurando muito do próprio temperamento.
Raulino não se conteve e comentou em voz baixa:
— Pâmela, esse Sr. Braga não parece ser alguém simples.
Pâmela deu um sorriso gentil:
— Somos uma família. Não existe essa história de simples ou complicado. Quando você conviver mais tempo com ele, vai descobrir que é muito fácil lidar com ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...