Na verdade, Sandro não queria que Pâmela tivesse muito contato com o filho dos dois.
Afinal, ela havia sido presa. Se passasse muito tempo com o menino, ele temia que o filho carregasse para sempre o estigma de ter uma mãe ex-presidiária.
Como já estavam divorciados e ele não havia exigido pensão de Pâmela, o melhor seria cortar relações de uma vez por todas.
Com medo de que Pâmela acabasse concordando em ver o filho, Sandro a interrompeu bruscamente:
— Já que está todo mundo aqui, é melhor resolver tudo de uma vez.
— As coisas do cofre, só você sabe a senha, então pode pegar você mesma.
— Quanto ao que ficou do lado de fora, incluindo suas roupas, bolsas, sapatos e afins, eu já pedi para os empregados limparem e guardarem tudo.
Depois de dizer isso, Sandro olhou para os empregados e ordenou:
— Tragam tudo o que foi separado.
Os empregados assentiram e começaram a empurrar mais de dez araras repletas de roupas de marcas de luxo.
Eram todas peças que Pâmela costumava usar e, entre elas, havia algumas roupas novas que ela nem teve tempo de estrear.
Ao ver tanta coisa, Roberta se levantou, inquieta.
— Por que tem tudo isso? O closet não tinha tanta coisa assim, tinha?
Um dos empregados explicou:
— Srta. Salazar, o closet da suíte principal não era grande o bastante para guardar tudo isso.
— Por isso, lá ficavam só as roupas da estação...
— Além disso, antes de a senhora se mudar para a mansão, essas coisas já tinham sido transferidas para um closet exclusivo.
— Quando a senhora pediu para tirarmos tudo, o senhor também mandou que reuníssemos as peças.
— Nos últimos anos, isso ficou trancado no closet maior, e ninguém mexeu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...