Raulino explodiu:
— A família Castilho nunca teve traidores que roubassem da própria família. Se eu descobrir quem fez isso, acabo com esse desgraçado!
Pâmela disse com calma:
— Raulino, você é quem melhor conhece os assuntos da família em Verdejante. Vou deixar isso nas suas mãos.
— Além disso, faça um inventário surpresa no estoque. Verifique a autenticidade de todas as joias e pedras preciosas. Depois de uma coisa dessas, precisamos fazer uma auditoria completa.
Raulino assentiu:
— Você tem toda razão, Pâmela. Com uma coisa tão grave acontecendo, precisamos investigar a fundo. Vamos descobrir quem teve coragem de fazer uma barbaridade dessas.
Pâmela tentou acalmá-lo:
— Não se irrite tanto. O problema já aconteceu. Agora, só nos resta resolver. Seja quem for, vamos acertar as contas na hora certa.
Raulino desabafou:
— Querida, eu me sinto culpado por deixar isso acontecer.
— Talvez... Ah, deixa pra lá. Com a sua saúde, é melhor esperar você se recuperar completamente antes de assumir tudo de vez.
— Ficar correndo entre Verdejante e a Capital é desgastante demais.
— O que estiver sob a minha responsabilidade, eu vou assumir. Fique tranquila. Enquanto eu estiver no comando, o patrimônio que seus avós maternos deixaram para você estará protegido.
Os bens da família materna pertenciam, por direito, a Pâmela; isso já havia sido definido havia muito tempo.
Como Viviana era filha única e não tinha aptidão para os negócios,
dos três filhos que ela teve, os dois meninos estavam destinados a herdar o império da família Castro.
Por isso, os mais velhos já haviam deixado estabelecido em testamento que Pâmela herdaria os negócios da família Castilho.
Mas, na época, ela era jovem demais para administrar tudo, então a gestão ficou sob os cuidados das pessoas de confiança da família Castilho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...