Evaldo puxou de leve a manga de Pâmela e perguntou:
— O que foi?
Pâmela respondeu:
— Essa peça é da família do meu avô materno. Não sei por que ela está aqui.
Evaldo perguntou:
— É autêntica?
Mesmo de longe, a peça aparecia em detalhes no telão, em uma imagem de trezentos e sessenta graus. Pâmela conseguia ver tudo com clareza.
— Sim, é autêntica. Quando eu era criança, costumava brincar com ela. Minha mãe sabia fazer penteados clássicos, então eu pegava esse conjunto para usar. Na época, eu era pequena e tinha pouco cabelo, então as peças não paravam direito. Um dos adornos caiu e lascou um pedacinho. Como o material é muito especial, foi impossível restaurar.
Enquanto falava, ela apontou para mostrar a Evaldo:
— Olha, é exatamente naquele canto. Tem que prestar bastante atenção para perceber, mas falta um pedacinho ali.
Evaldo acompanhou a direção do dedo dela e também viu:
— Tem razão, realmente falta um pedaço.
— Tenho certeza de que é a peça original. Pelo visto, aconteceu alguma coisa dentro da família Castilho.
Raulino Castilho e os outros já não estavam na capital havia muito tempo, e, mesmo assim, alguém teve a audácia de fazer uma coisa dessas pelas costas deles.
Depois de dizer isso, Pâmela percebeu que ainda estava em pé e rapidamente puxou Evaldo para se sentarem.
Esse tipo de questão não podia ser resolvido no impulso.
No entanto, a peça ainda estava no leilão, e ela tinha a obrigação de recuperá-la.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...