— Sra. Castro, voltar para casa é uma brincadeira para você? Com a energia que tem agora, acha apropriado? Não quer reconsiderar e parar com isso?
— O chefe está preocupado e gostaria que você voltasse para a Villa Bella Vista.
— O que há com o Evaldo? — Perguntou Pâmela. — Por que ele ainda não voltou? Será que o corpo dele teve alguma reação anormal?
— Minha saúde melhorou muito, Sérgio. Você poderia perguntar se já posso doar um rim para ele?
Ao ouvir isso, Sérgio negou imediatamente.
— Claro que não.
— Sra. Castro, você acabou de terminar a primeira fase do tratamento. Doar um rim nessas condições seria suicídio, não?
— Passar por uma cirurgia agora... como você suportaria a segunda fase do tratamento?
— A segunda fase não pode ser adiada um pouco?
— Entre o segundo tratamento e a recuperação posterior, levará pelo menos um ano.
— O fato de o Evaldo não ter voltado por tanto tempo pode ser porque a saúde dele piorou.
— Será que ele consegue esperar tanto tempo?
— Vira essa boca pra lá! — Exclamou Sérgio. — Deus abençoe. Você e o chefe podem esperar, nada vai acontecer.
Pâmela sorriu levemente, esperando que tudo ficasse bem.
No entanto, o fato de não poder se comunicar normalmente com Evaldo a deixava um pouco triste.
Ele certamente não estava bem, por isso não podiam fazer chamadas de voz ou vídeo.
Ela não sabia onde ele estava. E mesmo que quisesse investigar, ele era onipotente e tinha uma fortuna incalculável; seria fácil para ele impedi-la.
Então, Pâmela não desperdiçou esforços, apenas torcia para que ele melhorasse logo e voltasse.
Sem perceber, Pâmela começou a guardar aquele "frasco de remédios" que era o Evaldo em seu coração.
Preocupava-se se ele estava melhor, quando ficaria bom.
Se o tratamento que ela fez usou muito do sangue dele, deixando-o fraco... todos esses fatores a faziam pensar nele.
Por outro lado, Evaldo estava deitado na cama de hospital, com um sorriso difícil de conter.
O Dr. Sampaio olhou para aquela expressão boba dele e revirou os olhos.
— Senhor, ouviu o suficiente para ficar feliz?
Evaldo já conseguia falar normalmente, mas sua voz ainda soava claramente fraca, o corpo sem forças.
— Você não disse que ela se arrependeria depois de curá-la e não doaria mais o rim para mim? Doeu a cara com esse tapa?
Apesar da voz fraca, o orgulho em suas palavras era evidente.
O Dr. Sampaio fez um bico.
— Amanhã vamos à fábrica. Quer levar alguns técnicos junto?
— Você decide. Quem levar ou não levar, você organiza. — Respondeu Pâmela.
Igor parou um instante e reagiu:
— Você está me usando como burro de carga mesmo, hein? É essa a sensação de ser pago para trabalhar? Que emocionante. Você é a chefe, pretende jogar tudo nas minhas costas no futuro?
Pâmela olhou para ele.
— Você não é tão importante assim. Pretendo treinar a Melissa para ser a presidente. Você, no máximo, será um gerente de departamento.
— Você vai entregar a empresa para a Melissa e o departamento para mim? Pretende cuidar apenas da parte de TI e ignorar o resto?
Pâmela sorriu suavemente, sem refutar.
— Tudo bem, entendi. — Disse Igor. — É melhor assim. Seu maior valor não está na gestão. Se um de nós tiver que assumir a gestão, com certeza sou mais adequado que você.
— Quem mandou você ser melhor que eu na parte técnica? Os fortes devem estar onde são mais úteis.
— Alguém sensato. — Disse Pâmela. — Pronto, vou começar a trabalhar. Ultimamente não consigo fazer hora extra, e à noite ainda tenho que travar batalhas mentais em casa. Não vou falar mais, preciso correr com o trabalho que tenho em mãos.
O ritmo de Igor era rápido. Embora Pâmela fosse a líder, se ela fosse muito lenta, Igor ficaria ocioso.
E quando ele ficava ocioso, a boca não parava, e os ouvidos de Pâmela não tinham paz.
Por isso, ela escolheu mantê-lo ocupado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...