Pâmela detestava ver chamadas intermináveis de números desconhecidos em seu celular.
Ela não entendia que tipo de obsessão a família Castro e Sandro tinham.
Sempre que não conseguiam completar a ligação, trocavam de número.
Sua lista negra já tinha uma enorme sequência de números desconhecidos.
Ao ver um número estranho, Pâmela sentia uma vontade imensa de anunciar ao mundo que rompera relações com eles.
Seria ideal um bloqueio por pessoa; assim, nem trocando de chip eles conseguiriam ligar.
No Rolls-Royce de Evaldo, Igor viu a expressão desagradável de Pâmela segurando o telefone e perguntou sorrindo:
— Quer que eu atenda para você?
Pâmela entregou o aparelho diretamente.
— Pode ser bem grosseiro, obrigada.
Igor ficou surpreso. Fazia tempo que ninguém lhe pedia isso.
Ser venenoso?
Ah, nisso ele era especialista.
Igor atendeu a ligação e, ao perceber que era Sandro do outro lado, soltou imediatamente:
— Querida Pâmela, você já terminou? Quer que eu te ajude no banho?
Sandro não esperava ouvir a voz de um homem ao ligar para Pâmela, muito menos palavras tão ambíguas.
Homens sempre têm um sentimento inexplicável de posse sobre as mulheres que já tiveram.
Mesmo sabendo que estavam divorciados, ouvir aquilo fez seu sangue ferver, sentindo a humilhação do ciúme possessivo, como se alguém estivesse roubando o que era dele.
Em seguida, ele perguntou:
— Quem é?
Assim que a voz caiu, o telefone foi desligado do outro lado.
No entanto, se não fosse por tudo o que ela sacrificou naqueles anos, trazendo recursos e ajudando-o a empreender, como ele teria tido a chance de ser reconhecido pelos pais de Sandro tão rapidamente?
Sandro sempre achou que era mérito de sua própria competência e desprezava os recursos que Pâmela lhe oferecia.
Ele sequer valorizava esses recursos.
Nunca reconheceu os esforços dela, nem as conexões que ela trouxe; nunca houve sequer um agradecimento sincero.
Naqueles anos, ela foi tola.
Talvez tivesse sido enfeitiçada para amá-lo tão devotamente.
Enquanto pensava nisso, o motorista avisou:
— Sra. Castro, chegamos.
Igor desceu primeiro para abrir a porta e estendeu a mão para ajudar Pâmela a sair do carro.
Do outro lado, Sandro, que saíra do banheiro fumando irritado, levantou a cabeça e viu a cena...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...