Sandro não foi para a empresa naquela manhã; em vez disso, arrumou-se e seguiu o endereço fornecido por Allan para encontrar Pâmela.
Teve uma noite tranquila. Após resolver a questão das ações da mãe, sentiu como se um grande peso tivesse sido tirado de seu peito, permitindo-lhe dormir profundamente.
Infelizmente, assim que abriu os olhos, ouviu a empregada anunciar que um certo Sr. Gattas o procurava.
Sr. Gattas, quem mais poderia ser?
Pâmela franziu a testa; aquele Allan realmente não lhe dava sossego.
Ela mal havia lhe contado que estava doente, e ele, sem perder tempo, correu para contar a Sandro.
Que "bom" irmão ele era!
Realmente muito atencioso. Ela se perguntava quanto ele lucraria com a informação sobre sua doença.
— Sra. Castro, o Sr. Gattas está esperando lá fora. Sérgio pediu que eu subisse para perguntar o que a senhora quer que eu faça.
Pâmela respondeu friamente:
— Mande-o embora. Se ele não quiser ir, deixe-o esperar o quanto quiser. Estou com fome, o café da manhã está pronto?
A empregada sorriu e assentiu:
— Já está tudo pronto, Sra. Castro. O doutor disse que, a partir de hoje, a senhora pode escolher algumas coisas que gosta de comer.
As refeições nutricionais recentes de Pâmela, embora caríssimas, não tinham gosto de nada.
No entanto, o valor nutricional era alto e essencial para sua recuperação.
Por isso, nesses dias, ela vinha comendo à força.
Finalmente, o doutor havia liberado algo diferente.
— Ótimo. É café da manhã, certo? Pode colocar um pão francês para mim?
Fazia tempo que não comia, e sentia muita falta.
— Claro, Sra. Castro. Lave o rosto primeiro, eu vou preparar.
Sérgio estava encostado no portão principal, de braços cruzados, observando Sandro:
— Sr. Gattas, vir aqui tão cedo ficar esperando do lado de fora não condiz com seu status. A Sra. Castro acabou de acordar e disse que não quer vê-lo. Por que não volta outra hora?
Sandro correra para ver Pâmela logo cedo, mas não esperava dar de cara com a porta fechada.
E não podia ofender Sérgio.
Sérgio era uma figura misteriosa no mundo dos negócios; muitos tentaram contratá-lo antes, mas, para a surpresa de todos, ele estava trabalhando para Pâmela.
Depois que Pâmela saiu da prisão, as pessoas ao redor dela davam a Sandro uma sensação de incerteza.
Beto a ajudava, Igor foi contratado com facilidade, e até alguém misterioso como Sérgio estava ao lado dela.
Por um momento, Sandro sentiu que a empresa de Pâmela provavelmente não morreria.
Quem sabe ela não conseguiria realmente fazer algo grandioso.
Só não sabia se o corpo de Pâmela aguentaria.
— Tudo bem, eu espero aqui. O Sr. Queiroz poderia fazer a gentileza de avisar minha ex-esposa pessoalmente que estou esperando?
Sérgio revirou os olhos. Esposa?
Era muita audácia ele dizer isso.
Ele não tinha noção se ela era ou não sua esposa?
Já estavam divorciados há tempos, e ele continuava chamando-a de esposa. Era patético.
No entanto, Sérgio não disse nada na hora e apenas assentiu:
— Certo, vou avisar a Sra. Castro.
Ao entrar, vendo Pâmela tomar café, Sérgio temeu que o recado estragasse o apetite dela, então esperou que terminasse.
Pâmela disse,
— No pequeno jardim. Allan contou a ele sobre minha doença. Imagino que ele não vá embora sem me ver.
Sérgio assentiu,
— Certo, vou mandar arrumar o local agora mesmo.
Nos próximos dias, o senhor voltaria. E quando ele voltasse, Sandro teria que sair de cena definitivamente.
Sérgio caminhou até o portão,
— Sr. Gattas, por favor. A Sra. Castro o aguarda lá dentro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...