Beto se virou bruscamente e viu Sandro parado à sua frente.
— Desde quando o Sr. Gattas adquiriu o hábito de se esgueirar por trás das pessoas? O que foi, estava espionando?
O rosto de Sandro estava sombrio. Ele estava realmente sem palavras com esse sujeito, Beto.
Já fazia tanto tempo, a colaboração estava em andamento, mas ele se recusava a entregar o La Algoritmo.
Ele havia entrado na parceria justamente por causa do algoritmo dele, mas agora, ele fornecia pessoal técnico, recursos para o projeto, mas se recusava a dar o essencial, o La Algoritmo.
Sandro até recorreu às autoridades, mas o representante oficial, o Professor Belmonte, sempre encontrava uma desculpa para dispensá-lo.
Sandro até suspeitava que o Professor Belmonte ainda estava descontente com o fato de seu avô ter passado por cima dele para fechar o acordo com as autoridades.
— O Sr. Lacerda costuma julgar as intenções das pessoas dessa maneira?
Pâmela pousou a taça de vinho.
— Beto, não estou de bom humor hoje, não é apropriado ficar aqui por muito tempo. Já assisti à apresentação, vou embora do coquetel agora.
Beto disse.
— Espere, vamos juntos.
Sandro ainda queria dizer algumas palavras a Pâmela, mas com Beto no meio, era complicado.
O que ele tinha a dizer não podia ser dito na frente de Beto, então ele só pôde vê-los partir.
Depois de saírem juntos, Pâmela se despediu de Beto e cada um entrou em seu próprio carro.
Melissa não estava nada acostumada a dirigir um supercarro. Na vinda, Pâmela dirigiu, mas como Pâmela havia brindado com o chefe da Impacto Positivo, ela não podia mais dirigir.
Pâmela sabia que ela tinha carteira de motorista, então sentou-se diretamente no banco do passageiro.
Melissa ligou o carro, pisou no acelerador com cuidado, mas freou bruscamente em seguida, olhando para Pâmela como um pássaro assustado.
Pâmela percebeu que ela não estava acostumada a dirigir um supercarro. Depois de se acostumar com carros normais, era realmente estranho pegar um desses.
Ela a confortou.
— Não se preocupe, dirija como um carro normal, apenas vá mais devagar.
Melissa disse.
— Sra. Castro, você dirige muito bem. — Na vinda, ela sentou no banco do passageiro e sentiu que a direção era muito estável.
Melissa pisou novamente no acelerador, dirigindo o supercarro na velocidade de um carrinho de golfe. Pâmela conteve o riso, e seu humor melhorou um pouco.
— Depois de dirigir mais vezes, você se acostuma.
Melissa sorriu amargamente.
— Sra. Castro, eu nunca te vi tão selvagem antes.
Pâmela inclinou a cabeça para trás, erguendo a mão pelo teto conversível para sentir o vento da noite.
Um sorriso adornava seu rosto, e sob o jogo de luz e sombra dos postes de rua, sua beleza era estonteante, seu sorriso como uma flor desabrochando.
— Isso é porque você não conheceu a versão de mim antes dos vinte anos.
Melissa pareceu interessada.
— E como era a Sra. Castro antes dos vinte anos?
Pâmela de repente olhou para Melissa.
Como ela era antes dos vinte anos?
Meu Deus, livre, desinibida, uma alma absolutamente livre, com a coragem e a criatividade de quem se sentia onipotente. Ah, que saudade daquela sensação.
Enquanto Pâmela pensava em si mesma naquela época, seu sorriso se aprofundou.
Sua mão, que tocava o vento da noite, de repente apoiou sua cabeça, e ela disse a Melissa.
— Estou me esforçando para reencontrar essa versão de mim mesma.
Embora Melissa não soubesse como era essa Pâmela, ela se sentiu um pouco ansiosa para descobrir.
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