Um alarme disparou na cabeça de Natália. Ela olhou rapidamente ao redor do quarto, tentando afastar a pontada de medo que sentia, e então se aproximou da cama. Com os dedos trêmulos, testou a respiração embaixo do nariz de Rosangela.
Ao sentir um ar leve e fraco, soltou um longo suspiro de alívio.
— Quem é...
Rosangela abriu os olhos extremamente inchados, mas só conseguiu ver um vulto borrado.
Natália se recompôs e, com o tom de voz mais aliviado, disparou:
— Quase me matou de susto! Cheguei a pensar que uma desgraçada como você tinha morrido.
Apesar da voz fraca, a língua de Rosangela continuava afiada como uma navalha:
— Se eu morrer... a sua filha será uma assassina.
Natália já imaginava que a condição de Rosangela tinha sido obra de Roberta.
Ela deu um sorriso frio:
— E daí? Uma vagabunda como você merece morrer mesmo.
— Achou que podia roubar tanto dinheiro da minha filha e sair ilesa? Se não fosse por você, ela agora estaria cheia de dinheiro nas mãos.
— É tudo culpa sua que ela está passando por esse divórcio com o Sandro.
— Eles mal tinham conseguido ficar juntos, e você jogou tudo pelos ares! Você não fez o que devia e ainda inventou de se intrometer onde não foi chamada. Está satisfeita agora?
Rosangela forçou o corpo a se mover, tentando sentar, mas era óbvio que ela não tinha forças.
Depois de ter levado a surra brutal de Roberta no dia anterior, ela realmente achou que não passaria daquela noite. E desde então, não havia comido nada.
Não era falta de fome. Ela até queria comer, mas já tinha verificado seu celular e descobriu que Roberta havia zerado todas as suas contas.
Aquela mulher era jovem, mas tinha um coração implacável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...