Os três homens se entreolharam em silêncio.
Naquele instante, o nome do verdadeiro responsável praticamente já ecoava na mente de todos.
Quem mais teria o poder de adulterar os contatos que eles próprios haviam arranjado?
O escritório, que instantes antes estava cheio de gritos, mergulhou num silêncio mortal.
Era uma calmaria tão opressiva que chegava a incomodar.
Allan bateu palmas para quebrar a tensão:
— Ninguém tem um palpite? Não pretendem encontrar o culpado e dar uma explicação a Pâmela?
— Se não lhe dermos uma resposta decente, acham mesmo que vamos conseguir o algoritmo ou a parceria? Vamos viver de sonhos?
A expressão de Tomas já estava sombria.
A atitude do filho mais velho deixava claro que ele estava disposto a ir atrás de quem fez aquilo.
Mas o próprio Tomas já suspeitava do nome que estava por trás daquilo. Sua intuição pesava a verdade, e ele percebia que, sem uma explicação clara, eles não sairiam daquela situação.
Ronaldo, que também já havia chegado à mesma conclusão, viu que o irmão mais velho estava pressionando e decidiu apoiá-lo.
— É verdade. Já que a falha saiu de dentro da nossa casa, se queremos consertar nossa relação com Pâmela, precisamos esclarecer esse mal-entendido.
— Família é família, o sangue fala mais alto. Muitas coisas podem ser perdoadas se forem colocadas em pratos limpos.
— E, depois que estiver tudo resolvido, ela com certeza não se importará em nos repassar as parcerias ou o algoritmo, em vez de entregar a desconhecidos.
— O que o senhor acha, pai?
Tomas puxou o ar, irritado:
— Achar o quê? O que vocês querem que eu diga?
— E as provas? Não podemos agir sem evidências!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...