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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 98

“Liz Bianchi”

Meu coração quase para quando ouço a voz de Ettore. A expressão no rosto dele me diz que ouviu exatamente o que não deveria ter ouvido.

Troco um olhar rápido com Giulia, que parece tão surpresa quanto eu. Respiro fundo e puxo Ettore pela mão, afastando-nos alguns passos de Max.

— Descobri um jeito de finalmente provar o que aconteceu — digo, baixinho, olhando diretamente nos olhos dele. — Mas preciso que confie em mim.

— Do que você está falando? — pergunta, franzindo as sobrancelhas.

— Você vai descobrir — respondo, apertando sua mão. — Só preciso dar um jeito de ficar a sós com a Chiara.

— Com a minha mãe? — questiona, ainda mais confuso. — Liz, o que você está planejando?

— Confie em mim, amore mio — interrompo, beijando rapidamente seus lábios antes de me afastar. — Por favor.

Volto para onde Giulia está, encontrando-a no meio de mais um de seus cortes verbais contra Max.

— Oi, Max — cumprimento, tentando aliviar a tensão. — Como vai?

— Oi, Liz — ele responde, claramente desconfortável. — Estou… sobrevivendo.

Forço um sorriso, sentindo pena do quanto ele ainda vai ter que suar para conseguir dobrar a minha amiga. Ele se afasta assim que Ettore reaparece, sem fazer mais perguntas — para meu alívio.

— Giu — chamo baixinho, assim que os dois se afastam —, lembra do que conversamos?

— Sim.

— Só preciso que fique de olho. Quando me vir com a Chiara, certifique-se de que o Ettore saiba onde estamos — sussurro. — É importante que ele ouça a conversa.

— Liz, isso é perigoso…

— Sei — corto. — Mas é a única forma.

Observo discretamente Chiara circulando entre os convidados, esperando o momento certo. Pouco depois, quando finalmente a vejo indo para o interior da casa, é a minha deixa.

— Agora — sussurro para Giulia.

Me afasto e sigo os passos de Chiara, alcançando-a no hall de entrada.

— Chiara — chamo. — Podemos conversar?

Ela se vira com aquela expressão de aborrecimento que já conheço bem.

— Não vou perder meu tempo conversando com alguém insignificante na minha própria festa — responde, fria.

— Tudo bem — digo, fingindo desapontamento. — Só achei que você fosse querer saber por que realmente rejeitei a oferta do Japão.

A mudança na expressão dela é instantânea. Os olhos se estreitam, e a curiosidade vence a arrogância.

— Como assim?

— E por que eu ajudaria você?

— Porque sei que meu casamento não agrada você — respondo, cruzando as pernas. — Sei que você quer que ele esteja com a Isabella, não comigo. E eu, bem… não suporto mais sofrer.

— Todo sofrimento é pouco para uma Montesi, cara mia — ela murmura, com prazer na voz. — Mas você está certa: não é digna do meu filho. Só não entendi por que precisa da minha ajuda. Ettore nunca iria me obedecer e se separar de você.

— De bom grado, não. Mas… — finjo hesitar, torcendo para que Ettore já esteja ouvindo tudo. — Victor já conseguiu nos separar uma vez. Você deve saber como ele planejou tudo, certo?

Chiara me observa por um longo momento, como se estivesse avaliando se vale mais a pena negar… ou se vangloriar.

— Se sei? — ela finalmente diz, sorrindo com orgulho. — Claro que sei. Fui eu quem planejou tudo, Victor só executou. E você também, claro. Tirando pela forma como meu filho ficou, você foi uma ótima atriz.

— Vocês iriam destruir tudo se eu não fosse convincente — respondo, sentindo um gosto amargo na boca. — Tudo porque Ettore e eu nos amávamos.

— Amor? — ela repete, como se a palavra fosse um palavrão. — Aquele garoto estava disposto a jogar fora tudo o que construímos… por uma Montesi qualquer. Ia destruir o futuro dele por… você. Algo precisava ser feito.

Meu coração acelera. Ela está confessando.

— A armação funcionou perfeitamente — Chiara prossegue, claramente orgulhosa. — Aquele homem fez exatamente o que foi pago para fazer. Ettore viu vocês juntos, tirou as conclusões óbvias e voilà! Problema resolvido. Só não contava que o idiota do meu filho ia…

Antes que ela possa completar a frase, a porta se abre completamente, revelando Ettore parado na entrada. O rosto está pálido, os olhos fixos na mãe.

— Então foi isso? — ele pergunta, a voz baixa, mas carregada de uma fúria fria. — Três anos odiando alguém… por algo que vocês a obrigaram fazer?

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