Miguel Andrade não parou de andar.
— É normal que você não sinta, porque você não é ela.
Jade Paz chorou de ansiedade:
— Eu... eu estou sem roupa.
— Você tem ouvidos? Eu disse para voltar ao banheiro, fechar a porta e se enrolar na toalha. — Enquanto falava, a mão de Miguel Andrade pousou na maçaneta.
— Clique.
Jade Paz chorou de raiva.
Mas teve que se virar e voltar para o banheiro, fechando a porta.
Ao mesmo tempo, Miguel Andrade abriu a porta do quarto.
Maria Gomes o puxou para fora imediatamente.
Ela colocou um pé dentro do quarto.
O aroma denso do incenso invadiu seu nariz.
Recuou rapidamente e fechou a porta.
— Há algum problema? — Perguntou Miguel Andrade, olhando para Maria Gomes com expressão fria e solene.
Maria Gomes assentiu.
— O incenso lá dentro tem problema.
Vendo-a assentir, os olhos de Miguel Andrade ficaram gélidos.
— Tem uma mulher lá dentro também.
— Uma mulher? — Enquanto falava, ela pegou o celular e ligou para Yasmim Silva.
Preocupava-se que Ronaldo Paz e Wellington Paz estivessem recebendo convidados, por isso ligou para Yasmim Silva.
Além disso, gostava do estilo de Yasmim Silva para lidar com as coisas.
Seria melhor que ela cuidasse disso.
Enquanto Maria Gomes ligava para Yasmim Silva, o garçom ao lado estava ansioso como uma alma penada.
Uma camada de suor fino e denso cobria sua testa.
Miguel Andrade sabia que fora alvo de uma armadilha.
Naturalmente, suspeitou do garçom.
Observou-o discretamente enquanto Maria Gomes telefonava.
Ao vê-lo limpar o suor em pânico, teve certeza de que era cúmplice.
Desligando o telefone com Yasmim Silva, Maria Gomes ligou para o mordomo.
Pediu que verificasse o remédio do vovô Paz.
Após dar as instruções rapidamente, olhou para Miguel Andrade e perguntou:
— Irmão mais velho, está se sentindo mal em algum lugar?
Miguel Andrade balançou a cabeça.
Seus olhos eram como poços profundos e frios.
— Estou bem. — Sua voz estava um pouco rouca.

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