Jade Paz não se importava se os meios eram honrosos, importava-se apenas com o resultado.
Ela ouviu vozes do lado de fora.
Eram o garçom e Miguel Andrade conversando.
Jade Paz acendeu o incenso imediatamente.
Cobriu o nariz e a boca.
Entrou no banheiro na ponta dos pés e fechou a porta.
— Sr. Andrade, esperarei pelo senhor aqui fora. — Disse o garçom, curvando-se.
Miguel Andrade assentiu.
Estava prestes a entrar quando Maria Gomes apareceu.
A família Paz estava cheia de gente hoje, todos muito ocupados.
O remédio do vovô Paz ainda não havia sido entregue.
Aconteceu que Maria Gomes também não queria ficar olhando para a vovó Ferreira, que se parecia um pouco com a vovó Paz.
Decidiu ir verificar pessoalmente e aproveitar para levar o remédio.
Os dois se viram.
Miguel Andrade fez uma pausa.
Maria Gomes se aproximou e perguntou:
— Irmão mais velho, o que faz aqui?
O garçom ao lado suou frio, temendo complicações.
Miguel Andrade sorriu e disse:
— Derramei chá na minha roupa, vim trocar.
Era um inverno rigoroso.
Mesmo com o aquecimento no quarto, roupas molhadas poderiam facilmente causar um resfriado.
Maria Gomes disse para ele entrar logo e se trocar.
Miguel Andrade assentiu.
Girou a maçaneta e entrou.
A porta se fechou.
Maria Gomes deu apenas dois passos.
Parou novamente.
Virou a cabeça para olhar a porta, franzindo a testa levemente.
Lá dentro, Miguel Andrade já havia tirado as roupas molhadas.
— Clique. — A porta do banheiro foi aberta por Jade Paz.
Ao ouvir o som, Miguel Andrade virou-se, confuso.
Jade Paz saiu, completamente nua.
O corpo da jovem de 19 anos era branco e translúcido como jade.
Tão delicado e belo quanto uma flor em seu auge.
Além disso, Jade Paz era muito bonita.
Tinha 1,70m de altura e pernas longas e elegantes.
— Ah!
Jade Paz gritou, fingindo surpresa.
— Quem é você? Como ousa entrar no quarto de outra pessoa?
O rosto de Jade Paz corou de vergonha.

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