A suspeita sobre Márcia Paz era enorme.
Maria Gomes perguntou ao mordomo.
— Os escritórios dos tios podem ser acessados por qualquer um? Não têm alarme?
Teoricamente não deveria ser possível, afinal, eram áreas restritas.
O mordomo disse, confuso.
— Tem alarme sim. Eu também estranhei. Como a senhorita Márcia entrou sem disparar nada? Eu teria ficado sabendo.
E Severino Paz, aquele tolo, também não pensou nisso.
Foi ludibriado pelas palavras sentimentais de Márcia Paz.
Maria Gomes especulou.
— Talvez alguém a tenha ajudado remotamente, invadindo a rede da família Paz. Ela não estava sozinha.
Bento Paz disse.
— Maria, você é boa com tecnologia, dê uma olhada.
O mordomo concordou com a cabeça.
— Não. — Maria Gomes balançou a cabeça e disse com calma. — Deixe a equipe de investigação verificar. O fato de os tios terem sido levados provavelmente tem tudo a ver com Márcia Paz.
O mordomo lamentou profundamente.
— Como a senhorita Márcia pôde fazer uma coisa dessas?
A família Paz contatou a polícia e a equipe de investigação por iniciativa própria.
Com base nas informações do veículo fornecidas pela família, a polícia agiu rápido.
Descobriram que Márcia Paz dirigiu até o aeroporto e o carro ainda estava no estacionamento de lá.
Mas Márcia Paz... havia fugido de avião durante a noite!
Isso confirmava ainda mais as suspeitas de Maria Gomes.
Como Márcia Paz havia fugido, Maria Gomes lembrou-se do advogado que estava com ela no carro.
Ela forneceu essa informação imediatamente à polícia.
A equipe de investigação também enviou pessoas, novamente lideradas por Mariana Cardoso.
Maria Gomes pediu que servissem chá para eles.
Mariana Cardoso disse friamente.
— Não precisa.
Maria Gomes sorriu levemente.
— Chá não conta como suborno, certo? Se a diretora Mariana não bebe, seus colegas devem estar com sede.
Os colegas que acompanhavam a diretora Mariana, percebendo o clima estranho entre as duas, focaram em seu trabalho.

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