Ronaldo Paz e Wellington Paz foram levados um após o outro; uma nuvem negra pairava agora sobre a família Paz.
O vovô Paz estava doente e a vovó Paz sofrera um derrame.
Ronaldo Paz nunca mais se casou após o divórcio.
A esposa de Wellington Paz era como ele, uma executiva com forte ambição profissional; se não estava em viagem de negócios, estava a caminho de uma, e não estava em casa naquele momento.
Os outros membros da geração mais jovem estavam estudando ou trabalhando.
Agora, em toda a família Paz, apenas Bento Paz podia tomar decisões.
Bento Paz não poderia ignorar a situação.
Ele falou por telefone com sua cunhada, a CEO, que já havia recebido a notificação e estava buscando soluções.
Decidiram dividir as tarefas.
A cunhada ficaria responsável por Wellington Paz, enquanto Bento Paz buscaria informações sobre a situação de Ronaldo Paz.
Se precisassem de apoio, entrariam em contato.
Ao desligar o telefone, Bento Paz olhou para Maria Gomes.
Maria Gomes havia acabado de sair do hospital, seu corpo ainda não estava totalmente recuperado e, somado à insônia, seu estado mental não era bom.
Ela estava apenas se mantendo firme pela força de vontade.
Ele não queria arrastar Maria Gomes para a confusão da família Paz.
Anteriormente, por causa da doença do vovô Paz, Maria Gomes ficou temporariamente na casa da família e foi alvo de hostilidade, sofrendo com o sarcasmo da vovó Paz.
Se uma pessoa fica presa nessas questões, consumindo sua energia vital, não terá tempo nem disposição para fazer o que realmente deseja.
Por isso, ele queria que Maria Gomes fosse cuidar de sua própria vida, sem se preocupar com ele, pois ele daria conta.
— Maria, você...
— Pai. — Mas assim que ele abriu a boca, Maria Gomes o interrompeu.
Eles eram uma família, e Maria Gomes sabia exatamente o que Bento Paz estava pensando.
Embora Maria Gomes não tivesse afeto pela família Paz e não quisesse se envolver nos problemas deles.
Bento Paz era seu pai.
Não era pai biológico, mas superava inúmeros pais de sangue.
Desde que ela nasceu, Bento Paz cuidou dela e a criou como sua própria filha.
Ele a mimava, amava, respeitava, apoiava e se preocupava com ela, sempre pensando no seu bem.
Ela, naturalmente, não poderia trair esse afeto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinzas de Amor e Glória