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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 742

Enquanto conversavam, um rapaz jovem abraçou Giovana Silva por trás, cheirando suavemente o seu pescoço.

Giovana Silva o empurrou, e a voz de Maria Gomes veio pelo fone de ouvido:

— Se eu descansar mais, meu cérebro vai enferrujar. Me dê algum trabalho, rápido. Por favor. Eu quero trabalhar.

Maria Gomes não queria ficar parada, e nem ousava.

Ela tinha medo.

Medo de que, assim que parasse, a depressão invadisse seu coração e o mundo inteiro se tornasse cinza.

Giovana Silva conhecia bem o temperamento de Maria Gomes; se ela não lhe desse trabalho, Maria certamente procuraria Erick Rocha e Bernardo.

Em vez de facilitar para aqueles dois, era melhor tirar proveito para si mesma.

Giovana Silva respondeu:

— Tudo bem, tenho um trabalho que acabou de travar em um ponto crítico. Você pode dar uma olhada e nos aconselhar.

Giovana Silva desligou o telefone de Maria Gomes, e o rapaz grudou nela novamente, abraçando-a:

— Irmã, você não me ama mais?

— Não enche, a irmã aqui tem coisas sérias para fazer. Quando eu terminar, vou te dar atenção. Seja bonzinho e vá para a cama me esperar.

Após despachar o rapaz, Giovana Silva abriu o computador e encontrou um arquivo para enviar a Maria Gomes.

Ela também enviou uma mensagem de voz para Maria Gomes, explicando brevemente o projeto.

Em seguida, fechou o computador e entrou no quarto. A noite era uma criança e momentos de prazer valiam ouro; ela não desperdiçaria aquele belo cenário.

No momento em que Maria Gomes viu o arquivo do projeto, seu coração, antes nervoso e agitado, finalmente se acalmou.

Ela entrou diretamente no modo de trabalho, abriu o arquivo e começou a ler rapidamente.

De fato, o trabalho a preenchia; as emoções baixas de antes foram instantaneamente esquecidas.

Por outro lado, na residência da família Soares.

Luan Soares chegou em casa completamente bêbado, e a governanta serviu-lhe um copo de água morna.

Jorge Scholze, vestindo pijama, trouxe uma toalha quente e, enquanto limpava o rosto dele, repreendeu:

— Tio, você acabou de se recuperar de uma hemorragia estomacal, por que bebeu de novo? Se beber mais uma vez, vou contar para a bisavó e deixar ela te dar uma surra.

Luan Soares segurou o estômago:

— Pare de barulho, meu estômago dói.

— Então, você vai parar de beber ou não?

A governanta avisou o médico da família.

— E eu sou o SAMU?

Jorge Scholze virou a cabeça para olhar para Luan Soares, que juntou as mãos em prece, implorando para Jorge.

Jorge Scholze teve que continuar:

— Mas o tio disse que suas habilidades médicas são boas, ele quer que você venha aplicar umas agulhas nele para ele sofrer menos.

— Então diga a ele que, se quiser sofrer menos, pare de beber daqui para frente.

— Tia Maria, você vem?

— Eu não vou. Jorge, tem mais alguma coisa? Se não, vou desligar.

Do outro lado da linha, Luan Soares quase se ajoelhou para Jorge Scholze.

Jorge Scholze teve que continuar:

— Tia Maria, o tio não quer ir ao hospital e não deixa o médico vê-lo. Ele insiste que você venha aplicar as agulhas. Ele está fazendo um escândalo de bêbado em casa.

— Jorge, pergunte ao seu tio se ele precisa que eu ligue para a avó dele.

Do outro lado da linha, veio o choro quebrantado de Luan Soares:

— Maria Gomes, como você pode ser tão cruel? Eu estou morrendo de dor.

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