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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 739

Márcia Paz voltou ao quarto.

A vovó Paz já estava dormindo.

A cuidadora, Dona Silva, estava de vigília ao lado.

Márcia Paz olhou para ela e disse:

— Dona Silva, venha aqui fora um instante.

— Preciso lhe passar algumas instruções.

A cuidadora de sobrenome Silva seguiu Márcia Paz até uma área vazia.

Não havia ninguém por perto, nem câmeras.

— Bom trabalho.

— Cumprirei o que prometi a você.

— E depois? — perguntou a cuidadora.

— Continue.

Acontece que a negligência da cuidadora com a vovó Paz era intencional.

A preguiça e a esperteza eram ordens de Márcia Paz.

A vovó Paz fora abandonada por todos e era detestada.

Não podia falar, estava paralisada e incapaz de se cuidar.

Era uma pessoa inválida.

Nessa situação, a vovó Paz só poderia escolher Márcia Paz.

Tudo fora planejado por Márcia Paz.

Márcia Paz deixou o hospital.

A cuidadora voltou para o quarto da vovó Paz.

Maria Gomes saiu das sombras.

Depois de descobrir o quarto da vovó Paz, ela desceu pelas escadas.

A vovó Paz estava no andar debaixo da vovó Cardoso.

Maria não quis esperar pelo elevador, sempre lotado.

Mas, ao descer, viu Márcia Paz e a cuidadora conversando.

Ela as seguiu silenciosamente, escondendo-se onde não pudessem vê-la.

Com sua audição aguçada, Maria Gomes ouviu claramente a conversa.

O diálogo foi enigmático, difícil de decifrar completamente.

Mas isso não impediu Maria Gomes de concluir: havia um conluio entre as duas.

Maria Gomes caminhou em direção ao quarto da vovó Cardoso, pensativa.

Deveria interferir no que viu hoje?

Chegou ao quarto da vovó Cardoso sem uma resposta.

Ela parou de pensar nisso e bateu na porta.

Para sua surpresa, quem abriu foi Mariana Cardoso.

Ao vê-la, o sorriso no rosto de Mariana Cardoso desapareceu instantaneamente.

— O que você veio fazer aqui? — perguntou Mariana, fria e em voz baixa.

Maria Gomes respondeu com calma:

Considerando o ódio de Mariana Cardoso por ela, não esperava que lhe servisse chá.

— Obrigada. — Maria Gomes aceitou a xícara.

Mariana Cardoso não disse mais nada.

Sentou-se no sofá com o computador no colo, em silêncio.

Maria Gomes checou o pulso da vovó Cardoso.

Massageou os ombros da idosa.

Jogou xadrez com ela por um tempo.

Cerca de uma hora depois, Maria Gomes verificou o horário.

A idosa tinha energia limitada e acabara de passar por uma cirurgia.

Não podia se cansar muito.

Uma hora era o tempo ideal.

— Vovó Cardoso, vou indo. Amanhã volto para vê-la.

— Maria, fico feliz com sua intenção.

— Vocês jovens são ocupados, não precisam vir acompanhar uma velha como eu.

— A vovó Cardoso não quer me ver?

— Como não? Adoro quando vem me distrair.

— Só não quero que fique indo e vindo, é cansativo.

— Venho de carro, não cansa nada.

A vovó Cardoso pediu a Mariana Cardoso que acompanhasse Maria Gomes até a saída.

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