Maria Gomes e Bento Paz chegaram à residência do vovô Paz.
O quarto estava perfumado com incenso e havia chá quente preparado.
O velho patriarca estava deitado em uma cadeira de balanço perto da janela, tomando sol.
— Maria, você teve alta? Como está se sentindo? — Vovô Paz perguntou carinhosamente sobre a saúde dela assim que a viu.
Maria Gomes sorriu e disse:
— Obrigada pela preocupação, vovô. Minha recuperação está indo muito bem. E o senhor, como tem se sentido ultimamente?
O vovô Paz estava muito magro após a doença grave.
Depois de um tempo de recuperação, embora ainda estivesse magro, seu ânimo havia melhorado bastante.
— Eu sou apenas um velho. Estar vivo e podendo tomar sol já é muito bom. Mas você... — Vovô Paz olhou para ela com pesar. — Por que não descansou mais alguns dias? Na verdade, você não precisava ter pressa para vir me ver. Não abuse da sua juventude ignorando sua saúde. Precisa se recuperar bem para não ficar com sequelas.
Enquanto falava, o vovô Paz olhou para Bento Paz e o repreendeu:
— Você é o pai e não sabe cuidar da filha. Com um tempo frio desses, por que a fez vir até aqui? Eu não vou morrer tão cedo.
— Vira essa boca pra lá. — Bento Paz disse rapidamente. — Que conversa é essa de morrer, velho? Foi a Maria que quis vir, ela é muito dedicada. Assim que teve alta, correu para cá.
O mordomo serviu duas xícaras de chá quente.
Maria Gomes aceitou agradecendo, tomou um gole e começou a medir o pulso do vovô Paz.
O segundo filho da família Paz chegou nesse momento.
— Bento, Maria, vocês vieram. — A voz de Wellington Paz chegou antes dele. — Eu estava em uma videoconferência e não pude recebê-los, não me levem a mal.
Ao terminar de falar, Wellington Paz entrou na sala com um sorriso.
— Sem problemas. — Bento Paz acenou com a mão, indiferente. — A Márcia estava no portão e nos recebeu no seu lugar.
Wellington Paz ficou surpreso, não esperava que eles tivessem se encontrado.
Lembrando-se do histórico de Márcia Paz, Wellington Paz perguntou preocupado:
— Aquela garota, a Márcia, foi muito mimada. Ela não fez nada de errado, fez?
Bento Paz colocou a xícara de chá na mesa e disse:
— De fato, ela foi mimada. Mas fique tranquilo, irmão. Minha Maria já deu uma boa educação nela agora há pouco.
Ao terminar, Bento Paz lembrou-se de algo, soltou um "ah" e acrescentou:
— Maria, como está o seu avô?
— Tio Wellington, pode ficar tranquilo. O corpo do vovô está bem preservado. Vou aplicar acupuntura nele agora. Depois disso, será necessário aplicar agulhas continuamente por uma semana. Após essa semana, mudaremos para uma vez por semana.
Quando Maria Gomes terminou a sessão de acupuntura no velho, já haviam se passado duas horas.
Os empregados já haviam preparado o almoço, e todos se dirigiram para a sala de jantar.
Severino Paz apareceu à mesa com a marca de um tapa vermelho vivo no rosto.
Wellington Paz franziu a testa e perguntou:
— O que aconteceu com o seu rosto? Brigou com quem de novo?
Severino Paz agora tinha medo real de Maria Gomes.
Ele não disse nada, apenas levantou a cabeça e olhou furtivamente para ela.
Wellington Paz, vendo isso, lembrou-se da "educação" que Bento Paz mencionou no quarto do velho.
Ele compreendeu imediatamente. Então era essa a educação.
— Bem feito! Com certeza você fez alguma idiotice para irritar sua irmã Maria. — Wellington Paz cutucou a testa dele, indignado. — Você já pediu desculpas para a sua irmã Maria?

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