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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 732

— Ah, lembrei. — Mariana Cardoso exclamou, com uma expressão maliciosa de compreensão. — Você quebrou a perna, parecia um fantasma, e ouvi dizer que tentou se matar em casa. É de morrer de rir. Um homem feito tentando o suicídio por causa de uma mulher tóxica.

A boca de Mariana Cardoso era verdadeiramente venenosa.

Cada palavra perfurava o coração de Luan Soares.

Cada golpe tirava sangue.

Uma vitória completa.

Luan Soares estava lívido de raiva, com o rosto sombrio.

As veias de sua testa saltavam.

Seus punhos estalavam, apertados com força.

Pela sua aparência, parecia que ele avançaria sobre Mariana Cardoso a qualquer segundo.

Souza assistia a tudo, aterrorizado.

Ele temia que os dois começassem a brigar novamente.

O suor escorria pelo seu rosto em bicas.

Ganhar a vida é difícil.

Engolir sapos é difícil.

O trabalho não era nada fácil.

Ele rapidamente puxou Luan Soares para o lado e sussurrou:

— Luan Soares, se isso sair do controle, será ruim para vocês dois. Nós somos homens, não vamos nos rebaixar a brigar com uma mulher.

Nenhum dos dois queria ir para a delegacia.

Nenhum dos dois queria que isso chegasse aos ouvidos de suas famílias.

Mas nenhum dos dois estava disposto a ceder e pedir desculpas.

Eles não conseguiam engolir a raiva que sentiam.

As duas pessoas, com o humor péssimo, decidiram continuar bebendo.

Aquele que não aguentasse mais beber teria que admitir a derrota e pedir desculpas.

Desta vez, não haveria punição, apenas pura bebedeira.

O dono do bar trouxe a bebida.

Os dois não disseram nada.

Um copo para você, um copo para mim.

Assim, beberam quatro garrafas seguidas.

Finalmente, ambos desabaram.

Souza, com medo de que algo acontecesse, acompanhou tudo de perto.

Ao ver que ambos haviam desmaiado de bêbados, ele finalmente suspirou aliviado.

Ele chamou os motoristas de ambos para levá-los embora.

Embora os dois motoristas estivessem feridos, ainda conseguiam se mover.

O motorista de Luan Soares o apoiou, tentando levá-lo embora.

Luan Soares, completamente embriagado, apontou para Mariana Cardoso.

— Mariana Cardoso, peça desculpas para mim agora!

Mariana Cardoso apoiou-se em seus braços moles e sentou-se.

Ela gritou com a língua enrolada:

— Eu ainda posso beber. Por que eu deveria me desculpar? Se você quer ir, vá, mas peça desculpas para mim antes!

Luan Soares empurrou o motorista.

— Eu não vou embora! Eu ainda aguento beber! Pode vir! Vou beber até você cair morta!

— Venha! Quem tem medo de quem? — Mariana Cardoso arregaçou as mangas, levantou-se e pisou no banco com um pé. — Vou fazer você admitir a derrota e se ajoelhar!

— Me dê um quarto individual. Eu tenho uma rixa com ela, não vou ficar no mesmo quarto.

Mariana Cardoso disse imediatamente:

— Eu também quero um quarto individual.

A enfermeira respondeu:

— Não há quartos individuais disponíveis.

Mariana Cardoso aceitou a segunda opção:

— Então mude para um quarto duplo diferente.

A enfermeira ajustou o soro dos dois, colocou as mãos nos bolsos e deu um sermão:

— Vocês acham que aqui é a casa de vocês, para mudarem quando quiserem? Chegaram ao hospital, têm que obedecer às regras do hospital. É tarde da noite, parem de causar problemas. A vida da enfermeira não conta? Descansem bem, nada de discussões ou brigas. Eu virei checar a qualquer momento. Quem desobedecer vai levar uma injeção daquelas!

Luan Soares ficou em silêncio.

Mariana Cardoso ficou em silêncio.

Então, ambos olharam para Souza ao mesmo tempo.

A intenção era que Souza encontrasse uma solução.

Souza acenou com a mão.

— Eu sou apenas uma pessoa comum, não tenho poder para interferir nos arranjos do hospital. Vou puxar a cortina entre vocês, assim não precisarão se ver.

Enquanto falava, Souza fechou a cortina entre os dois.

Só então eles se acalmaram.

...

Uma semana depois, Maria Gomes teve alta.

Após sair do hospital, ela foi para a mansão da família Paz...

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