— Fazer o quê?
Luan Soares curvou os lábios num sorriso gelado e ergueu a mão que segurava a garrafa.
Mariana Cardoso franziu a testa.
— Luan Soares, pense bem. Se você ousar me acertar com essa garrafa, eu garanto que você, você...
O vinho gelado escorreu pelos cabelos de Mariana Cardoso, inundando seu rosto.
Luan Soares tinha despejado todo o conteúdo da garrafa sobre a cabeça de Mariana Cardoso.
Deixando Mariana Cardoso ensopada e cheirando a álcool, como um pinto molhado.
— Luan Soares! — Mariana Cardoso gritou, enlouquecida de raiva.
Luan Soares jogou a garrafa vazia de lado e soltou Mariana Cardoso.
— Que gritaria é essa? Sua voz é grossa e feia, cuidado para não assustar os outros clientes.
Enquanto falava, Luan Soares tirou lenços umedecidos sem pressa.
Cuidadosamente, dedo por dedo, com movimentos elegantes, ele limpou a mão.
Limpava exatamente a mão que havia tocado em Mariana Cardoso.
Como se Mariana Cardoso fosse algo sujo.
A fúria de Mariana Cardoso aumentou. Ela pegou uma taça de vinho da bandeja de um garçom.
Jogou todo o vinho no rosto de Luan Soares.
Luan Soares, naturalmente, não era do tipo que levava desaforo para casa.
Mesmo que a oponente fosse uma mulher.
No coração de Luan Soares, não havia distinção entre homens e mulheres.
Não importava o gênero, apenas se era da família ou de fora.
Se ele tinha um rancor, vingava-se na hora.
— Bela, depois eu pago um bolo para você. — Dizendo isso, Luan Soares agarrou um pequeno bolo que uma bela mulher na mesa ao lado estava comendo.
Esfregou o bolo inteiro no rosto de Mariana Cardoso.
Mariana Cardoso, furiosa, partiu para a agressão física, levantando o pé para chutá-lo.
Mariana Cardoso não era uma mulher comum; ela fora militar antes de entrar para o serviço público.
Luan Soares, embora nunca tivesse sido militar, também treinara.
Luan Soares esquivou-se de lado, e o punho de Mariana Cardoso veio logo em seguida.
Num piscar de olhos, os dois começaram a brigar no meio do bar.
Os dois, sem se importar com o que pegavam, atiravam impiedosamente um no outro, parecendo querer matar o adversário.
O motorista de Luan Soares e o motorista de Mariana Cardoso correram juntos para intervir.
Eles pretendiam separar a briga, mas ao se olharem, acharam que o outro estava indo ajudar o patrão a bater.
Então, os dois motoristas também começaram a brigar.
Luan Soares não se perdoaria.
Portanto, Luan Soares também não queria alarde.
Aquele Souza era esperto; ele também havia calculado isso ao falar daquela forma.
Luan Soares disse:
— Se ela pedir desculpas, o assunto morre aqui.
Mariana Cardoso zombou:
— Piada. Eu pedir desculpas? Só em sonho!
— Então vamos para a delegacia. Aí o tio Márcio, que acabou de perder o filho, deve receber a notícia imediatamente e vir te tirar da cadeia.
Luan Soares era venenoso, mas Mariana Cardoso era ainda mais.
— Fique tranquilo, se você for preso, sua avó também receberá a notícia imediatamente. Coitada, uma senhora de setenta ou oitenta anos... A neta mais velha e o marido da neta morreram em combate, o segundo neto está desaparecido, vivo ou morto ninguém sabe, e agora ela ainda tem que correr para salvar um neto desnaturado como você, perdendo toda a dignidade.
Luan Soares cerrou os dentes:
— Você é tão perversa. Não me admira que Ivan Cardoso não gostasse de você.
Mariana Cardoso, que se tornara diretora de órgão público tão jovem, não era flor que se cheire.
Ela contra-atacou diretamente:
— Eu sou perversa? Posso ser mais perversa que sua ex-namorada? Você levou uma facada por ela, e ela virou as costas e se casou com seu inimigo mortal. Ouvi dizer que, quando ela casou, até te mandou um convite. Por que você não foi?

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