— Nádia, Nádia!
Eram os paparazzi que estavam de plantão e a mídia que ouviu os rumores.
Eles avançaram como cães farejando carne, enfiando os celulares diretamente no rosto de Nádia.
— Não filmem! — Os dois seguranças de Nádia imediatamente se adiantaram para protegê-la, afastando os celulares.
Mas havia gente demais; afastavam um e vinha outro.
A assistente também abriu os braços, protegendo o lado de Nádia, e gritou:
— Não filmem, parem de filmar! Por favor, deem licença!
— Saiam da frente, parem com isso!
A cena estava caótica. Os paparazzi pareciam não ter ouvidos, ignorando completamente a assistente.
Continuavam se espremendo em direção a Nádia.
O celular de alguém atingiu a testa de Nádia.
Nádia sibilou de dor, mas ainda se conteve para não perder a paciência, dizendo com impotência:
— Parem de filmar, por favor, abram espaço.
Fernando Castro presenciava tal cena pela primeira vez e ficou atordoado no início.
Mas ao ver Nádia ser atingida pelo celular, ele levantou a mão furioso.
Com um tapa sonoro, ele derrubou o celular daquela pessoa e gritou:
— Você não tem olhos? Machucou ela. Peça desculpas!
A pessoa não demonstrou nem um pingo de culpa e retrucou com arrogância:
— Foi quem estava atrás que me empurrou, não foi de propósito. A culpa é deles.
Fernando Castro ouviu essa lógica distorcida pela primeira vez e discutiu furioso:
— Não ser de propósito isenta você de pedir desculpas?
— Se quer desculpas, peça a eles.
— Não pense que sou fácil de intimidar só porque sou mulher!
Fernando Castro riu de raiva e continuou a discutir, mas ouviu um grito de Nádia atrás dele.
Nádia foi empurrada e torceu o pé.
— Nádia! — Fernando Castro a amparou a tempo. — O que houve?
— Torci o pé. — Nádia puxava o ar, sentindo a dor.
E aqueles paparazzi agiam como se nada tivesse acontecido, continuando a filmar sem parar.
Era simplesmente desumano.
Mesmo que fosse trabalho, mesmo que ganhassem a vida com isso para sustentar a família, deveria haver um limite.
Nádia balançou a cabeça.
— Não precisa, é pouca coisa, um pouco de óleo resolve. Além disso, ir ao hospital causaria tumulto.
A assistente tirou uma foto com o celular e enviou para a agente Ana Liz.
Quanto às relações públicas, Ana Liz resolveria.
A assistente esfregou as mãos para aquecê-las e depois massageou o tornozelo de Nádia com o óleo.
Nádia gemia de dor enquanto perguntava:
— Fernando, onde você está hospedado? Vamos te levar.
— Não precisa, me deixem na beira da estrada, eu pego um táxi para o hotel.
— De jeito nenhum, está nevando, está muito frio lá fora. Já estamos de carro, não faça cerimônia. Tenho que agradecer por me proteger agora há pouco.
Nádia estava com os olhos vermelhos de dor, mas continuava sorrindo enquanto falava com ele.
— Em qual hotel você está?
Fernando Castro olhou para os olhos sorridentes dela e disse o nome do hotel.
Nádia riu.
— Que coincidência, não é? Eu também estou nesse hotel.

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