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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 718

Vendo as bochechas de Nádia estufadas, brancas como uma pequena coxinha, ele achou curiosamente adorável.

Ele serviu uma xícara de chá e entregou a ela.

— Beba um pouco de chá, coma devagar.

Nádia murmurou de boca cheia:

— Obrigada, meu Santo.

Fernando Castro: “?”

Fernando Castro não pôde deixar de rir e perguntou:

— Do que você me chamou?

— De Santo. — Nádia riu abertamente junto com ele.

Bebendo o chá de um gole só, ela lhe entregou a xícara vazia.

— Posso pedir mais uma?

Fernando Castro serviu outra xícara para ela.

Nádia bebia o chá enquanto olhava para as Tortinhas de Flor, estalando os lábios.

Era óbvio que ela queria mais, mas com medo de que a assistente realmente chorasse, só podia olhar com desejo.

Vendo aquele olhar ansioso, Maria Gomes examinou Nádia de cima a baixo.

Curvas nos lugares certos, postura graciosa, magra onde deveria ser, com volume onde era necessário.

O corpo estava perfeito.

Maria Gomes perguntou à assistente, confusa:

— O corpo da Nádia está ótimo, nem um pouco gorda. Precisa ser tão rigorosa?

A assistente explicou:

— Diretora Gomes, a Nádia aceitou um roteiro onde a personagem é uma mendiga que passa fome e frio, magra como um esqueleto.

— Do jeito que ela está agora, parece saudável demais. Onde isso parece uma mendiga? Parece uma herdeira rica.

Maria Gomes olhou para Nádia com compaixão.

— Por que você foi inventar de aceitar o papel de uma mendiga faminta?

Nádia choramingou:

— Irmã, posso quebrar o contrato? Devo ter sido amaldiçoada pela concorrência, bati a cabeça, senão por que aceitaria esse roteiro?

— Estou morrendo de arrependimento, irmã. Estou passando fome há quase meio mês. Agora, olhando para a gata no seu colo, até penso em assar carne de gato.

— Miau~

A gata Flor, como se entendesse, miou.

Maria Gomes protegeu a Flor, acariciando suas costas.

— Não assuste a Flor, ela é só um bebê.

Fernando Castro admirou o profissionalismo de Nádia.

— A propósito, como devo chamar o meu Santo? — Nádia só lembrou de perguntar agora.

Fernando Castro sorriu.

— Chamo-me Fernando Castro, sou amigo da sua irmã.

Nádia cumprimentou com entusiasmo:

— Então posso te chamar de Fernando? Pode me chamar de Nádia.

Nádia e Fernando Castro passaram a tarde no quarto com Maria Gomes.

Os três jantaram juntos no quarto.

Às oito da noite, Nádia e Fernando Castro saíram juntos.

Nádia saiu totalmente coberta novamente.

Ela usava óculos escuros mesmo à noite. Fernando Castro perguntou:

— Consegue enxergar o caminho?

— Na verdade, não muito bem. — Nádia riu, tirando os óculos e pendurando-os na gola da roupa.

Os dois pegaram o elevador para a garagem subterrânea.

Assim que saíram do elevador, uma multidão avançou em direção a eles...

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