Os documentos no escritório, assim como a vila inteira, seriam destruídos completamente.
A polícia não encontraria nada.
Mas o destino é inconstante, e ele acabou morrendo nas mãos de Maria Gomes.
Todos entraram nos carros. Seu Santos ordenou imediatamente que verificassem os ferimentos de Maria Gomes.
Só então, Maria Gomes não conseguiu mais resistir e desmaiou.
— Srta. Gomes!!!
Pouco depois de partirem, os carros da polícia do país M chegaram, mas tudo o que os esperava era um amontoado de ruínas.
...
Sala de emergência do hospital.
— Paciente inconsciente! Pulso carotídeo ausente! Parada respiratória!
— Preparem o desfibrilador! Onda bifásica, 200 Joules!
— Epinefrina 1 miligrama endovenosa! Soro fisiológico para lavar o acesso! Registrem o horário!
...
— Maria, acorde. Veja o que eu trouxe para você.
Quem? Quem está me chamando?
Maria Gomes abriu lentamente as pálpebras, pesadas como ferro.
A luz forte invadiu sua visão. Maria Gomes semicerrou os olhos e o rosto de Caio Soares apareceu de repente diante dela.
Ela olhou para ele, confusa.
Ele segurava um filhote de gato laranja muito pequeno, esfregando-o no rosto dela.
Lágrimas escorreram sem que ela percebesse.
— O que foi? — Caio Soares, surpreso, colocou a criaturinha no chão e enxugou as lágrimas dos cantos dos olhos dela. — Ele te machucou?
Maria Gomes sentou-se bruscamente e abraçou Caio Soares com força, incapaz de falar.
Caio Soares a abraçou de volta, dando tapinhas leves em suas costas.
— Teve um pesadelo? Não tenha medo, não tenha medo. Os sonhos são o oposto da realidade.
Mas Maria Gomes não sabia dizer se aquilo era um sonho ou não.
Ela só sabia que seu coração estava doendo muito, uma dor profunda.
Caio Soares a consolou por um longo tempo até que Maria Gomes aceitou que aquilo fora apenas um pesadelo.
— Que tal Florzinha?
Caio Soares pensou um pouco e disse:
— Florzinha não é muito imponente. Que tal Florzão? Afinal, ele será o rei das feras no futuro.
— Pode ser! — Maria Gomes sorriu e tocou o nariz rosa do pequeno tigre. — De agora em diante, você é o Florzinha da nossa família.
— Nossa família? — Caio Soares virou a cabeça e olhou para Maria Gomes.
— Sim, algum problema? — Maria Gomes, segurando o tigrinho, olhou para ele com um sorriso radiante.
O pequeno tigre olhava para ele com uma expressão inocente.
Caio Soares sorriu e balançou a cabeça.
— Nenhum. Nossa família. Você está certa!
Naquele momento, a luz do sol estava perfeita, caindo através das frestas das folhas sobrepostas.
Tão belo que parecia um sonho.
Maria Gomes, num impulso repentino, inclinou-se e beijou Caio Soares.
Em seu coração, uma voz parecia dizer que se ela não o beijasse agora, não haveria mais chance. Nunca mais haveria outra chance...

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