— Para o porão! Há uma passagem secreta no porão!!
Mal ela terminou de falar.
— CABRUM! — Um estrondo enorme.
Todos olharam para cima e viram um pedaço gigantesco do piso do segundo andar prestes a se soltar.
— Cuidado!! — Gritou Seu Santos.
O grupo se dispersou como pássaros assustados, mas um soldado foi atingido na cabeça por detritos e tropeçou, caindo.
No tempo que levou para ele cair, o chão do segundo andar se soltou completamente.
— Cuidado! — Seu Santos viu e estava prestes a correr para lá.
— Deixe comigo!
Naquele momento crítico, Maria Gomes puxou Seu Santos para trás.
Ela disparou em direção ao soldado e o empurrou com força.
Assim como, na floresta primitiva, aqueles soldados mortos a haviam empurrado sem hesitar.
Naquele instante, não houve medo da morte; talvez não houvesse tempo para pensar nisso.
Ela só queria ser rápida, um pouco mais rápida, para salvar aquele companheiro desconhecido.
Ela não queria ver mais ninguém morrer.
— BOOM! —
A laje desabou.
O chão tremeu, todos cambalearam sem conseguir ficar em pé, e uma densa nuvem de poeira cobriu o local.
Maria Gomes foi completamente soterrada por aquele pedaço de piso.
— Srta. Gomes!!!
Todos empalideceram de pavor diante do ocorrido.
No centro de comando, ao ouvirem os gritos, todos prenderam a respiração, suando frio.
— Estou... bem. — A voz de Maria Gomes veio dos escombros, tensa e rangendo os dentes.
A constituição física de Maria Gomes era mais forte que a de uma pessoa comum.
Se fosse qualquer outra pessoa, teria virado uma panqueca de carne; por isso ela puxou Seu Santos.
Ela pressionou com força alguns pontos vitais para se manter lúcida e, cerrando os dentes, correu com o grupo para o porão.
O grupo, apoiando-se uns aos outros, finalmente chegou ao subsolo, cobertos de poeira.
Devido à explosão, a passagem de fuga foi exposta, poupando-lhes o esforço de procurá-la.
Era um túnel de nível de abrigo antiaéreo.
Passando pelo túnel, o espaço se abriu.
Numa área do tamanho de um campo de futebol, dezenas de veículos off-road novos e de alto desempenho estavam estacionados.
— Verifiquei, todos com tanque cheio e as chaves na ignição. Vamos sair dirigindo.
Seu Santos ergueu uma sobrancelha:
— Não é à toa que Nicolau Cruz não destruiu os dados importantes quando saiu. Ele já havia planejado tudo: fugiria de carro e explodiria a vila conosco dentro.
Seu Santos estava certo. Quando a vila foi construída, explosivos foram enterrados no subsolo.
Depois de desligar o telefone com Belarmino Nunes, Nicolau ativou o cronômetro no celular.
Ele pretendia entrar na passagem secreta e fugir de carro.

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