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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 665

País M, um laboratório secreto.

Na sala de cirurgia estéril.

Após uma cirurgia de mais de dez horas, o médico retirou as luvas.

O assistente ao lado olhou para a pessoa na mesa de operação e suspirou:

— Ele é duro na queda. Com ferimentos tão graves, ainda conseguiu sobreviver à cirurgia.

Explosão nas costas, tiro na perna, tiro na cabeça.

Quando chegou ao laboratório, tinha apenas um fio de vida.

Todos achavam que não havia salvação, que morreria na mesa de operação.

A ordem superior era salvar se fosse possível, para usar como cobaia viva.

Se não, congelariam o corpo como uma amostra morta.

Mas, para a surpresa de todos, ele sobreviveu.

— Levem-no para a câmara médica estéril para observação.

— Sim.

...

Nicolau Cruz estancou o sangue, aplicou o remédio e voltou para o quarto.

Ele pensou que Maria Gomes já estaria acordada.

Pelas duas últimas vezes, os sedativos não conseguiam mantê-la dormindo por muito tempo.

Além disso, ele havia dado apenas um golpe nela; ela não deveria ficar desmaiada por tanto tempo.

Antes de entrar, ele decidiu: desta vez faria Maria Gomes implorar chorando.

Ele queria ver que outros truques ela tinha.

Com esse pensamento, Nicolau Cruz sentiu uma curiosidade estranha, uma expectativa alegre.

Mas o que o esperava era uma Maria Gomes febril.

Suas bochechas estavam vermelhas, a testa franzida. A temperatura era tão alta que ele sentiu o calor antes mesmo de tocá-la.

Ela estava com febre!

Não era difícil de entender.

O choque mental, o tiro no ombro, a luta contra Rebeca Lacerda e depois contra ele.

Seria estranho se o corpo dela não entrasse em colapso.

O médico, que acabara de sair, foi chamado de volta.

Mediu a temperatura, tirou sangue e colocou-a no soro.

Maria Gomes estava com 40 graus de febre. Era perigoso e precisava de vigilância até a febre baixar.

O médico ofereceu gentilmente:

— Chefe, vá descansar. Eu vigio a Srta. Gomes.

Maria Gomes olhou para ele friamente. Nicolau Cruz sustentou o olhar.

Se olhares pudessem matar, já teriam trocado milhares de golpes no ar.

Por fim, Maria Gomes cedeu.

Ela baixou a cabeça e bebeu a água das mãos de Nicolau Cruz.

Nicolau limpou delicadamente a água no canto da boca dela.

— Boa garota.

Maria Gomes permaneceu fria, sem reação.

Nicolau Cruz não se importou.

Contanto que ela estivesse ao seu lado, qualquer jeito servia.

Ele não era exigente.

Nicolau Cruz curvou-se e pegou Maria Gomes no colo.

Ela lutou um pouco, sem sucesso, apenas conseguindo suar mais.

Por fim, teve que deixar Nicolau Cruz levá-la para a sala de jantar.

Ao verem Nicolau Cruz, os servos trouxeram a comida da cozinha imediatamente.

Nicolau Cruz colocou-a na cadeira. Maria Gomes pegou os talheres e começou a comer vorazmente.

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