O pulso de Ivan Cardoso estava tão fraco que era quase imperceptível.
Ao ouvir a voz de Maria Gomes, os cílios de Ivan Cardoso tremeram, ele abriu as pálpebras lentamente e viu Maria Gomes.
O canto de sua boca formou um sorriso muito pequeno.
— Maria.
— Ivan Cardoso! — As lágrimas de Maria Gomes giravam em seus olhos, desesperadas.
Maria Gomes levantou a barra da camisa de Ivan Cardoso para cobrir o ferimento, pressionando a mão dele sobre o local.
— Vai ficar tudo bem, aguente firme. Pressione aqui, está bem? Vou buscar seu kit médico, vou costurar você, vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem.
— Maria. — Ivan Cardoso segurou a mão de Maria Gomes e balançou a cabeça lentamente; ele sabia de sua própria condição.
Além disso, os kits médicos já haviam sido soterrados sob a montanha destruída pelas granadas.
Ele não tinha esse tempo.
Maria Gomes também sabia.
Mas ela não podia ficar sem fazer nada; ela estudou medicina, ela era médica!
Mas ela não conseguia salvar o próprio amigo!
— Maria, chegue mais perto.
A voz de Ivan Cardoso estava extremamente fraca, ele segurava a mão de Maria Gomes com força.
Ele olhava para ela com esperança.
Maria Gomes suportou a dor imensa em seu coração e, com os olhos vermelhos, aproximou-se de Ivan Cardoso.
Ouviu apenas Ivan Cardoso dizer, entre pausas:
— Me ajude... diga aos meus pais... desculpe... mas eu... não me arrependo.
Maria Gomes conteve as lágrimas e assentiu.
— Tudo bem.
— Maria, eu gosto de você.
Maria Gomes soluçou e assentiu.
— Sim, eu sei.
Ivan Cardoso levou a mão dela aos lábios e deixou um beijo muito leve, como uma brisa suave, passageira, sem deixar vestígios.
Os olhos de Ivan Cardoso fecharam-se lentamente, e a mão que segurava Maria Gomes deslizou, caindo pesadamente no chão.
— Ivan Cardoso!!!!
As lágrimas não puderam mais ser controladas e escorreram pelos cantos dos olhos.
— Ivan Cardoso, Ivan Cardoso!
Mas Ivan Cardoso nunca mais abriu os olhos.
Maria Gomes, tremendo, pegou a mão de Ivan Cardoso; o pulso já havia parado.
Sete homens de Nicolau Cruz morreram no combate; agora restavam apenas ele e Rebeca Lacerda.
Rebeca Lacerda segurava a arma, de pé ao lado dele, em alerta.
Nicolau Cruz, no entanto, não estava nem um pouco nervoso; sentou-se despreocupadamente ao lado de Caio Soares.
— Caio Soares está nas minhas mãos. Se não querem que ele morra, comportem-se. Joguem todas as armas no chão.
Aqueles guerreiros seguiam Caio Soares desde a Cidade I.
Ao verem Caio Soares refém, olharam uns para os outros e depois para Maria Gomes.
Maria Gomes também estava indecisa.
Pois todos sabiam.
Assim que jogassem as armas, Nicolau Cruz mataria todos, exceto Maria Gomes.
— Não vão jogar? — Nicolau Cruz ergueu uma sobrancelha.
— Bang!
Nicolau Cruz disparou casualmente, atingindo a perna de Caio Soares.
Caio Soares gemeu de dor e, no instante em que acordou, foi nocauteado novamente por um soco de Nicolau Cruz.
— Nicolau Cruz!!!! — Maria Gomes gritou com o coração dilacerado.
— Vão jogar ou não? — Nicolau Cruz olhou para ela com frieza impiedosa. — Se não jogarem, o próximo tiro será no peito dele. Você quer que ele fique como o Capitão Ivan, com o peito aberto em flor?

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